Entenda a prisão do ex-goleiro Bruno após dois meses foragido

Ele teve livramento condicional revogado após deixar o Rio sem autorização judicial e foi encontrado na Região dos Lagos nesta quinta (07)

Por Da Redação 8 Maio 2026, 13h24
Bruno: ex-goleiro violou normas da condicional e teve habeas corpus negado
Bruno: ex-goleiro, em foto na época do julgamento, violou normas da condicional  (Revista Veja/Reprodução)
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Após cerca de dois meses foragido da Justiça, o ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes voltou a ser preso na noite desta quinta (7), em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio. Em março, a Vara de Execuções Penais do estado revogou o benefício do livramento condicional concedido ao ex-atleta, condenado pelo homicídio de Eliza Samudio, mãe de seu filho Bruninho, hoje também goleiro. A modelo paranaense, desapareceu em junho de 2010. Embora o corpo nunca tenha sido contrado, as investigações apontaram que ela foi assassinada.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a decisão foi tomada após Bruno descumprir uma das condições impostas para permanecer em liberdade: a proibição de deixar o estado sem autorização judicial prévia. De acordo com o processo, o condenado viajou para o Acre no dia 15 de fevereiro, apenas quatro dias após obter o livramento condicional. A viagem ocorreu em meio ao seu retorno ao futebol profissional pelo Vasco-AC.

O livramento condicional, conhecido como liberdade condicional, é um benefício previsto no Código Penal que permite ao condenado deixar a prisão antes do fim total da pena, desde que cumpra uma série de regras determinadas pela Justiça. É como uma etapa final da execução penal, na medida em que autoriza o retorno gradual do preso ao convívio social, sob condições específicas, como comparecimento periódico à Justiça e restrições de deslocamento.

Na decisão que revogou o benefício, o juiz Rafael Estrela Nóbrega determinou a expedição de um mandado de prisão com validade de 16 anos. Desde então, Bruno passou a constar em cartazes de procurados divulgados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A nova prisão ocorreu após troca de informações entre as polícias militares do Rio e de Minas Gerais. Segundo a corporação fluminense, Bruno não ofereceu resistência durante a abordagem e colaborou com os agentes. Após ser localizado, o ex-goleiro foi encaminhado à 125ª DP (São Pedro da Aldeia) para cumprimento do mandado de prisão. A ocorrência foi posteriormente transferida para a 127ª DP (Armação dos Búzios).

Na época do crime, Bruno era goleiro titular do Flamengo e vivia o auge da carreira. Eliza afirmava que mantinha um relacionamento extraconjugal com o atleta e tornou pública a gravidez do filho dos dois em 2009. Segundo as investigações, o goleiro se recusava a reconhecer a paternidade da criança. O filho nasceu em fevereiro de 2010 e, meses depois, Eliza desapareceu. Durante as diligências, a polícia encontrou roupas e fraldas infantis em um sítio ligado ao ex-jogador, em Minas Gerais. O bebê foi localizado posteriormente na periferia de Belo Horizonte.

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O Ministério Público sustentou que o crime foi planejado. Bruno acabou condenado a 20 anos e 9 meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. O ex-goleiro sempre negou ter planejado a morte de Eliza.

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