Pode pet na cadeia? Defesa de Monique Medeiros pede que gato fique com ela
De acordo com a professora, animal dormia em sua cama; ela é acusada de homicídio por omissão na morte do filho, Henry Borel, em 2021
Após o Supremo Tribunal Federal restabelecer sua prisão preventiva, Monique Medeiros retornou para a penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, Zona Oeste do Rio, mas sem a companhia do gato que adotou na cadeia e levou para casa ao ser solta, em março. No entanto, a defesa da professora diz que vai pedir à direção do local que o pet, batizado de Hércules, fique com ela. E pretendem recorrer à Justiça caso a solicitação não seja atendida.
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“Para ela, a importância dele é total, porque ela fica 24 horas trancada, numa cela extremamente quente e fechada. Um animal exalando afeto, diante desse cenário de extrema solidão, é algo de grande necessidade”, afirmou o advogado Hugo Morais ao Jornal O Globo.
O animal, que tem mais de 3 anos, inicialmente era cuidado por uma policial, mas teria se aproximado de Monique quando ela chegou à penitenciária e passou a ser companheiro frequente da detenta na cela. A professora chegou a relatar que ela e Hércules dormiam na mesma cama.
Monique é acusada de homicídio por omissão na morte do filho, Henry Borel, em 2021. Para evitar problemas como a coação de testemunhas no curso do processo, o ministro Gilmar Mendes, do STF, estabeleceu o retorno da professora à prisão. Ela se entregou na 34ª DP na manhã desta segunda (20), por volta das 8h de segunda-feira, e retornou à penitenciária, onde está em cela individual por decisão judicial, após “constantes ameaças sofridas no cárcere”, de acordo com a defesa.







