Flip 2026: os destaques da programação paralela em Paraty

Editoras e casas parceiras comandam debates, lançamentos e encontros gratuitos pelo Centro Histórico durante os cinco dias de evento

Por Elisa Torres 16 jul 2026, 16h59 | Atualizado em 17 jul 2026, 10h48
Vista aérea de uma rua de paralelepípedos em Paraty, com muitas pessoas caminhando e sentadas em mesas de restaurantes. Casas coloniais brancas com telhados de barro e janelas coloridas ladeiam a rua. Ao fundo, uma igreja branca com porta verde e montanhas sob céu nublado
Flip 2026: Organizadores esperam receber cerca de 35000 visitantes em cinco dias de festival (Flip/Divulgação)
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Flip 2026: os destaques da programação paralela em Paraty Priorizar nos meus resultados Google

A seis dias da abertura da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), o clima é de expectativa na cidade, que se prepara para receber o público do festival entre quarta (22) e domingo (26). Espera-se que cerca de 35 000 pessoas circulem pelas calçadas de paralelepípedo da cidade do Sul fluminense em cinco dias de evento. Além das 21 mesas da programação oficial, o Centro Histórico será tomado por uma intensa agenda paralela: 44 casas parceiras promovem debates, lançamentos, oficinas e encontros gratuitos, transformando casarões centenários, centros culturais, livrarias e editoras em um grande circuito literário. Participarão dos debates nomes como os da filósofa e ativista Angela Davis, uma das atrações mais aguardadas, o Nobel de Literatura Wole Soyinka, as escritoras Djamila Ribeiro, Conceição Evaristo, Ana Maria Gonçalves, Eliana Alves Cruz e Carla Madeira, entre muitos autores e e intelectuais.

Casarão colonial branco com telhado de barro e faixa amarela, em Paraty, RJ. À esquerda, árvores frondosas e rua de paralelepípedos com carros estacionados. À direita, um gramado e outras construções históricas ao fundo, sob céu azul claro.
A Casa Patrimônio, novidade desta edição da festa, terá debates e lançamentos durante os cinco dias de evento (./Divulgação)

Novidade desta edição, a Casa Patrimônio será o primeiro espaço da Flip dedicado exclusivamente ao patrimônio cultural brasileiro. Instalada no Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), ao lado da Igreja de Santa Rita, o espaço terá durante o festival uma série de debates e lançamentos de livros sobre memória, identidade e preservação dos patrimônios material e imaterial do país.

A iniciativa reúne pesquisadores, gestores e especialistas para discutir a preservação e a valorização dos patrimônios material e imaterial do país, aproximando o debate sobre memória, identidade e diversidade cultural da programação literária da Flip. Idealizada pela Elysium Sociedade Cultural em parceria com o Núcleo de Estudos de Direito do Patrimônio Cultural da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), a casa busca ampliar o diálogo entre patrimônio e literatura. “Queremos criar um ambiente em que diferentes pesquisadores possam dialogar, tendo o patrimônio cultural brasileiro como verdadeiro protagonista”, afirma a historiadora Rachel Wider, coordenadora acadêmica da iniciativa.

Fachada de casa branca com telhado colonial, duas portas com batentes verdes. A porta esquerda está aberta, mostrando uma mulher de vestido escuro entrando e uma faixa verde com casa record. Na parede, um banner azul anuncia Casa Record na Flip com programação de 10 a 12 de outubro. A porta direita é vermelha e está fechada
Casa Record: nomes como os de Djamila Ribeiro e Bruna Lombardi estão na programação (Record/Divulgação)

Casa Record fará homenagem a Ana Maria Gonçalves

Em sua quinta participação na Flip, a Casa Record promove três dias de programação gratuita, de quinta (23) a sábado (25), reunindo mais de 40 autores em debates, sessões de autógrafos e lançamentos. Entre os destaques está Djamila Ribeiro, que abre sua participação na quinta (23), às 19h, em uma conversa sobre os dez anos de Lugar de fala. Na sexta (24), às 12h, ela volta à programação para apresentar o babalorixá Sidnei Nogueira, que lança Intolerância religiosa, em um debate sobre racismo e intolerância religiosa. Também na sexta, às 13h, Bruna Lombardi apresenta o romance inédito Mulheres que sentem os espíritos em conversa com a psicanalista Tatiana Paranaguá.

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No sábado (25), às 11h, Ana Maria Gonçalves e Eliana Alves Cruz participam da mesa O Brasil no Valongo, com mediação de Aza Njeri. Eliana também lança uma edição revista e ampliada de O crime do Cais do Valongo, primeiro título da série Crimes Coloniais. No mesmo dia, às 13h, Maria Ribeiro e Nana Queiroz discutem machismo e a cultura red pill, enquanto, às 17h, Marta Pérez-Carbonell, que também integra a programação oficial da Flip, conversa com Cassiano Elek Machado.

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Ana Maria Gonçalves: autora de “Um defeito de cor” participa de mesa na Casa Record com Eliana Alves Cruz no sábado (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A programação inclui ainda a mesa bem-humorada Falha de cobertura, na quinta (23), às 17h, reunindo Caíto Mainier, Gustavo Vilela, do Falha de Cobertura, e Valen Bandeira. Outros nomes confirmados são Eduardo Spohr e Marcelo Moutinho, na quinta (23), às 15h; Tatiana Salem Levy, Paula Gicovate e Paula Vaz, na sexta (24), às 11h; Mary Del Priore, na sexta (24), às 14h; e Carla Madeira, que encerra a programação no sábado (25), às 19h, ao lado de Bethânia Pires Amaro.

Durante o evento, a editora lança ainda o selo Compactos, dedicado a obras de ficção e não ficção em formatos mais leves, e entrega o tradicional Prêmio Recordista. Neste ano, Ana Maria Gonçalves recebe o troféu Ouro pelos mais de 200 mil exemplares vendidos de Um defeito de cor, que completa 20 anos de publicação. Carla Madeira conquista dois troféus Ouro por Véspera e A natureza da mordida, enquanto Eduardo Spohr recebe dois troféus Prata pelos romances da série Filhos do Éden.

Homem negro de dreadlocks grisalhos e barba branca, sorrindo, usando óculos, camisa branca e suspensórios vermelhos, braços cruzados, em ambiente interno com iluminação no teto e exposições ao fundo
Renato Noguera participa de mesa sobre masculinidade ao lado de Rogério Athayde  e Jairo Pereira, na Estante Virtual (Oficinar/Divulgação)
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Oficinar celebra nova fase na Flip com lançamentos e debates

A editora Oficinar, novo nome da antiga Oficina Raquel, escolheu a Flip para marcar o início de uma nova fase. Ao completar 15 anos, a casa editorial apresenta sua identidade renovada e promove uma programação distribuída por diferentes espaços do festival, entre quarta (22) e domingo (26), reunindo autores em debates, lançamentos e sessões de autógrafos.

Entre os destaques está a participação de Conceição Evaristo, na quinta (23), às 17h30, na mesa Memórias ancestrais, ao lado de Rogério Athayde e Aza Njeri, na Caixa de Histórias. No mesmo dia, às 17h, a Estante Virtual recebe o lançamento dos romances inéditos Me abrace antes da queda, de Ana Victoria Almeida, e Estrela-do-mar, de Júlio Alves, em conversa com Marcelino Freire.

Na sexta (24), às 14h30, a urbanista Tainá de Paula debate crise climática e futuros possíveis na Casa Poéticas Negras. Já no sábado (25), Rogério Athayde apresenta o lançamento de Você viu Oxum?, às 13h, e retorna às 19h para a mesa O futuro masculino passa pelo afeto, ao lado de Renato Noguera e Jairo Pereira, na Estante Virtual. Também no sábado, Dani Monteiro participa de um debate sobre cultura e juventude negra, às 14h30, enquanto Janaína Portella, autora do recém-lançado Escafandro, integra atividades na Casa da Favela e na Casa Poéticas Negras.

A editora também promove a ação Leitura na Praça, realizada em parceria com a Estante Virtual no Largo de Santa Rita, onde o público poderá trocar livros durante todos os dias da Flip.

Mulher negra de cabelos grisalhos e crespos, presos no alto, sorri levemente enquanto segura um livro. Ela veste uma blusa roxa e um colete de renda bege, com brincos e colar brancos, e um bracelete no pulso esquerdo. O livro tem o título Canção para Ninar Menino Grande e o nome Conceição Evaristo. Ao fundo, edifícios coloridos e uma rua estreita.
Conceição Evaristo: autora de “Olhos d’Água” integra mesas da programação paralela e estará na Caixa de Histórias (Monica Ramalho/Divulgação)
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Caixa de Histórias amplia programação e ganha novo espaço na Flip

Depois da estreia em 2025, a Caixa de Histórias retorna à Flip com programação ampliada e um novo projeto complementar: a Brasil de Histórias. Juntas, as duas casas promovem dezenas de encontros gratuitos entre quinta (23) e domingo (26), reunindo escritores, jornalistas, pesquisadores e intelectuais para discutir literatura, democracia, memória, identidade, meio ambiente e os desafios do Brasil contemporâneo. Parte das mesas será transmitida pelo YouTube.

Na Caixa de Histórias, um dos destaques é Conceição Evaristo, que participa de duas mesas na sexta (24): às 11h, ao lado de Eliana Alves Cruz e Estevão Ribeiro, no encontro Escreviventes; e, na quinta (23), às 17h30, na mesa Memórias ancestrais, com Aza Njeri e Rogério Athayde. A programação também reúne José Luís Peixoto, na quinta (23), às 12h; Marcela Ceribelli, na quinta (23), às 16h e novamente na sexta (24), às 12h, em conversa com Renato Noguera; Socorro Acioli e Carla Madeira, na sexta (24), às 16h; Valter Hugo Mãe, na sexta (24), às 17h; Miriam Leitão, entrevistada por Matheus Leitão na sexta (24), às 18h; Nathacha Appanah, no sábado (25), às 14h; Maria Homem, no sábado (25), às 12h; e Michel Alcoforado, que conversa com Kauê Lopes dos Santos no sábado (25), às 17h.

Já a Brasil de Histórias concentra debates sobre política, democracia, jornalismo e sociedade. Entre os convidados estão Bruno Paes Manso, Marcelo Freixo e Cecília Olliveira, na sexta (24), às 11h; José Henrique Bortoluci, na sexta (24), às 15h; e Lilia Moritz Schwarcz e Heloísa Starling, que discutem os novos capítulos da história brasileira na sexta (24), às 18h30.

Um dos pontos altos da programação acontece no sábado (25), às 15h, quando Cármen Lúcia, Conceição Evaristo e Miriam Leitão se reúnem para celebrar os 70 anos de Grande sertão: veredas, em mesa mediada por Afonso Borges. A programação também inclui debates com João Cezar de Castro Rocha, no sábado (25), às 18h, e encerra no domingo (26), às 11h, com a mesa Quem vigia o poder?, reunindo François Valérian e Conrado Hubner Mendes.

Além dos debates, as duas casas recebem lançamentos editoriais e apresentam novidades do selo Janela + mapa lab, reafirmando a proposta de transformar os livros em ponto de partida para discutir as grandes questões do presente.

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Fachada de um casarão colonial branco iluminada por projeções coloridas de silhuetas humanas dançando, com janelas e portas emolduradas em amarelo. A rua de paralelepípedos e outros prédios escuros ao fundo criam um ambiente noturno festivo
Sesc Santa Rita: espaço é um dos que compõem as ocupações do Sesc durante o evento (Sesc/Divulgação)

Sesc ocupa três espaços da Flip com literatura, música e debates

O Sesc amplia sua presença na Flip 2026 com uma programação distribuída entre a Casa Sesc, a Casa Edições Sesc e o Sesc Santa Rita, de 23 a 26 de julho. Além de patrocinar a programação oficial do festival, a instituição promove cafés literários, debates, shows, oficinas, performances, exposições e atividades infantis gratuitas.

Angela Davis, mulher negra com cabelos grisalhos e crespos, sorri amplamente, usando óculos, brincos grandes e um colar com medalha sobre uma faixa azul e branca, vestindo uma blusa amarela. O fundo é escuro e desfocado
Angela Davis: filósofa e ativista norte-americana estreia no evento em encontro com o Nobel de Literatura Wole Soyinka mediado pela jornalista Flavia Oliveira (Macario/Divulgação)

Na Casa Sesc, um dos destaques é a mesa América e África: uma conversa Atlântica, no sábado (25), às 18h, que reúne Angela Davis e o Nobel Wole Soyinka, com mediação de Flávia Oliveira. A programação inclui ainda encontros com Ana Maria Gonçalves, Edimilson de Almeida Pereira, Cidinha da Silva, Carlos Eduardo Pereira, Muniz Sodré, Nina da Hora e Socorro Acioli, além de uma performance poética de Arnaldo Antunes, na quinta (23), às 20h, e do show FOFO, de Chico César, no sábado (25), às 20h.

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No Sesc Santa Rita, participam autores como Daniel Munduruku, Eliana Alves Cruz, Marcelino Freire, Milena Martins Moura, Bruna Lombardi, Itamar Vieira Junior e Elisa Lucinda, além do espetáculo Viola, Rosa e Sertão, do violeiro Paulo Freire, e de uma exposição comemorativa pelos 80 anos da instituição.

Já a Casa Edições Sesc reúne debates sobre literatura, artes visuais, geopolítica, educação midiática, sustentabilidade e direitos humanos, com convidados como Jamil Chade, Mary Del Priore, Natália Timerman, Bob Wolfenson e Eustáquio Neves. A programação inclui ainda uma parceria inédita com a Casa Estante Virtual, que recebe os vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2025.

Além das mesas, a Casa Sesc promove intervenções poéticas, performances em Libras, mediações de leitura e atividades contínuas voltadas à valorização da literatura, da oralidade e da acessibilidade ao longo dos quatro dias de festival.

Quatro pessoas sorridentes posam em frente a uma casa colonial branca com portas e janelas azuis em Paraty. Da esquerda para a direita: uma mulher de cabelo roxo e saia preta, um homem de camisa branca e bermuda, uma mulher de cabelo grisalho e cachecol xadrez, e um homem de óculos e jaqueta jeans. O chão é de terra e pedras, com o mar visível ao fundo
Os idealizadores Gabriela Marisco e Eric Porto e os curadores Vanda Mota e Luis Perequê, da Casa Paraty (Casa Paraty/Divulgação)

Casa Paraty estreia com programação dedicada à cultura caiçara

Uma das novidades da programação paralela é a Casa Paraty, que estreia com uma agenda voltada à valorização da cultura caiçara e da produção artística local. O espaço reúne música, teatro, audiovisual, literatura, rodas de ciranda, oficinas, debates e exposições, aproximando moradores e visitantes das tradições e da produção contemporânea do território paratiense.

A programação começa na terça (21), às 20h, com o Cortejo da Ciranda de Tarituba, e segue ao longo da semana com mesas sobre cultura, meio ambiente e memória caiçara, lançamentos de livros, apresentações dos Cirandeiros de Paraty, shows de Luís Perequê, MC Marinho e Realidade Negra, além do Cabaré Teatral Zé Kleber, no sábado (25), em homenagem ao poeta e agitador cultural José Kleber Martins Cruz.

Durante toda a Flip, a casa também abriga a exposição A Luta de Trindade, com fotografias históricas da mobilização da comunidade caiçara em defesa de seu território no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980, reafirmando a proposta do espaço de colocar a identidade cultural de Paraty no centro da programação do festival.

Mulher sorridente com cabelos longos e ondulados, usando blusa marrom e saia plissada bege, sentada no chão com os pés sobre uma pilha de livros antigos. O fundo é uma parede amarela vibrante, com folhagens verdes no canto superior direito e uma cadeira de madeira à esquerda
Ana Victoria Almeida: autora lança romance no fim do mês e participa de duas mesas na programação paralela (Rafaela Cruz/Divulgação)

Autoras independentes integram a programação

A escritora, pesquisadora e roteirista carioca Ana Victoria Almeida lança no fim de julho seu primeiro romance, Me abrace antes da queda, inspirado no diagnóstico de Parkinson de seu avô. No livro, o narrador é a própria doença. Conhecida por trabalhos no audiovisual, entre eles o documentário Todas as vidas de Ruy Castro, ainda em produção, a autora participa de duas mesas na programação paralela da Flip: Corpos Narrativos, na Casa Estante Virtual, na quinta (23), às 17h, e Fronteiras da Invenção: Escrita e Criação Feminina, na Casa PublishNews, no sábado (25), às 12h.

Outra autora confirmada na programação paralela é Luciana de Gnone, do recém-lançado Voz de Prisão, que participa de duas mesas durante a Flip. Na quinta (23), às 14h, ela debate literatura e direitos humanos em O desejo de justiça, na Caixa de Histórias, ao lado de Maria Fernanda Maglio e Tainá Muhringer, com mediação da jornalista Cláudia Lamego. O encontro propõe uma reflexão sobre o papel da literatura na construção de narrativas que dialogam com a busca por justiça e com as diferentes formas de enfrentar as violências e desigualdades presentes na sociedade. Já no sábado (25), às 15h, integra a mesa A memória inventa o que permanece, na Casa LIBRE, em uma conversa sobre memória e criação literária, o lado de Eliseu Banori e Patrícia Farias, com mediação de Maria Teresa Salgado. “A Flip é um espaço que admiro há muitos anos. Fazer parte das conversas que acontecem em Paraty é uma alegria imensa e desperta uma sensação de pertencimento que é sempre difícil de definir em palavras”.

Casarão colonial branco com janelas azuis e portas verdes, decorado com um tecido vermelho no andar superior e bandeirinhas rosa e brancas penduradas no céu, em uma rua de paralelepípedos
Solar da Ciência: casarão colonial em Paraty abrigará atividades do Instituto Ciência Hoje (./Divulgação)

Editora ICH estreia com casa dedicada à divulgação científica

A Flip terá este ano um espaço inteiramente voltado à divulgação científica. A Editora ICH, braço editorial do Instituto Ciência Hoje, inaugura o Solar da Ciência, instalado no Memorial do Paço, com uma programação gratuita de quinta (23) a domingo (26) que aproxima ciência, literatura e educação.

Entre os destaques está o neurocientista Roberto Lent, Jabuti Acadêmico 2025, que participa de duas atividades na quinta (23): às 10h30, apresenta a coleção Aventuras de um neurônio lembrador em um encontro voltado para crianças, e, às 14h, conversa sobre seu livro Existo, logo penso: histórias de um cérebro inquieto. No mesmo dia, às 16h, Carla Madureira Cruz e Vinícius São Pedro debatem mudanças climáticas e saúde mental na mesa Ecoansiedade, você sofre com isso?, inspirada no livro Emergência Climática.

A programação inclui ainda o zoólogo Henrique Caldeira Costa, na quinta (23), às 11h30, em uma atividade sobre biodiversidade; o microbiologista Leandro Lobo, na sexta (24), às 16h, com a mesa Fofocas e tretas da ciência; Lucas Miranda, na sexta (24), às 18h, discutindo as relações entre ciência e cultura pop; Adilson de Oliveira, no sábado (25), às 16h, com Vacas esféricas e outras viagens científicas; e o químico Aldo Zarbin, no mesmo dia, às 18h, na mesa 10 palavras que entrelaçam ciência e Chico Buarque.

Voltado também ao público infantil, o Solar da Ciência promove apresentações do espetáculo Constante & Finito, intervenções do Instituto Ziraldo e atividades lúdicas ao longo do festival. “É a primeira vez que a Flip tem uma casa 100% voltada à divulgação científica. O Solar da Ciência surgiu de uma parceria entre o Instituto Ciência Hoje e os gestores do Memorial do Paço”, afirma Bianca Encarnação, diretora editorial da Editora ICH.

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