Flávia Saraiva conquista medalha de bronze no Mundial de Ginástica Artística
Brasileira alcança feito inédito após dez anos de tentativas na trave e ajuda o país a encerrar a competição em Roterdã com dois pódios
Dez anos depois de disputar sua primeira final olímpica na trave, a ginasta Flávia Saraiva finalmente conquistou uma medalha mundial no aparelho em que se tornou especialista. Segundo reportagem do Globo Esporte, a brasileira garantiu o bronze neste domingo (25), em Roterdã, na Holanda, ao somar 14,300 pontos na decisão do Campeonato Mundial de Ginástica Artística.
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Aos 27 anos, Flavinha fez uma série consistente, superou a pressão de uma final de alto nível e comemorou antes mesmo de conhecer sua nota. O resultado coroou uma trajetória marcada pela regularidade nas principais competições internacionais e garantiu ao Brasil seu segundo pódio no Mundial, depois do tricampeonato de Rebeca Andrade no salto.
“Essa medalha representa uma menina de 16 anos em sua primeira final olímpica. Muito orgulhosa de ter treinado mais dez anos e ter conquistado essa primeira medalha na trave em Mundial”, afirmou a ginasta, que destacou o alívio por alcançar um objetivo perseguido durante uma década.
Flávia explicou que a preparação envolveu estratégias para aumentar o grau de dificuldade da série e aproveitar a oportunidade de disputar uma medalha. “Finalmente consegui depois de dez anos tentando. Dá um alívio, mas agora quero mais”, completou.
Trajetória de destaque na ginástica
Especialista na trave desde as categorias de base, Flávia conquistou a prata nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2014 e chegou a duas finais olímpicas no aparelho. Em Roterdã, disputou sua terceira final de trave em Mundiais. Na edição anterior, havia terminado na quarta colocação.
O bronze de 2026 iguala o melhor resultado brasileiro na história do aparelho em Campeonatos Mundiais, marca alcançada por Rebeca Andrade em 2023. A medalha também representa o terceiro pódio de Flávia em mundiais: em 2023, ela conquistou a prata por equipes e o bronze no solo. A atleta ainda integrou a equipe brasileira que ganhou o bronze nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.
Disputa acirrada
Flávia terminou atrás da argelina Kaylia Nemour e da chinesa Zhang Qingying, que empataram com 14,566 pontos. Nemour ficou com o ouro por apresentar nota de execução superior: 8,266, contra 8,066 da chinesa. Zhang, campeã mundial em 2025, terminou com a prata.
Na final, a brasileira executou com segurança suas principais ligações acrobáticas, incluindo a sequência de flic, layout e layout, que havia provocado sua queda na decisão do individual geral. O único desequilíbrio mais significativo ocorreu no mortal lateral.
O técnico Francisco Porath chegou a solicitar uma revisão para tentar elevar em dois décimos a nota de dificuldade da série, mas a arbitragem manteve a pontuação de 6,1 nesse quesito. Com a nota final de 14,300, Flavinha assegurou o bronze e encerrou a competição com uma conquista aguardada desde suas primeiras grandes finais internacionais.






