Com grandes estreias, Festival do Rio promove debate sobre indústria de cinema nacional
O RioMarket promove encontros e ajuda a refletir sobre os desafios e as oportunidades no mercado do audiovisual brasileiro
De 1º a 10 de outubro, vão atravessar o tapete vermelho do tradicional Cine Odeon astros internacionais como a francesa Philippine Leroy-Beaulieu, que integra o elenco de 100 Dias, dirigido por Carlos Saldanha e baseado no livro de Amyr Klink, além de cineastas como o cearense Karim Aïnouz, lançando Rosebush Pruning, e o iraniano Asghar Farhadi, agraciado com dois Oscars de melhor filme estrangeiro.
Por trás de todo o glamour e dos flashes das sessões de gala do Festival do Rio há uma faceta do evento menos comentada pelo grande público, mas vital para o setor: o RioMarket.
O encontro no Armazém da Utopia, na Zona Portuária, reunirá artistas, produtores, distribuidoras e exibidores para moldar projetos audiovisuais cuja missão é encantar os mais diversos públicos.
“Enquanto os cariocas se deliciam com os filmes, quem vive o dia a dia do cinema acompanha as rodadas de negócios, palestras e workshops”, conta a atriz e embaixadora do evento Vanessa Giácomo.
Ao longo dos dez dias, a programação vai levantar debates cruciais em um momento-chave para a indústria nacional, que se expande de forma exponencial, mas ainda encara o desafio de construir uma sólida plateia nas salas de exibição.
Os relatórios da Agência Nacional do Cinema (Ancine) revelam que, em 2025, o volume de investimento nas produções brasileiras foi o mais robusto da série histórica: 1,41 bilhão de reais, um avanço de 29% em relação a 2024, e de 179% quando comparado a 2021.
Além disso, pelo terceiro ano consecutivo o número de produções audiovisuais made in Brazil cresceu — cerca de 4 000 obras obtiveram o certificado da agência reguladora.
Os investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) em filmes e séries também bateram recorde: 564,3 milhões de reais. Tão favoráveis estatísticas deveriam resultar em salas repletas de obras brasileiras para muito além da comédia blockbuster.
Na prática, porém, não é bem assim: mais da metade das películas nacionais não vendeu sequer 1 000 ingressos e a bilheteria somada dos longas-metragens caiu de 252 para 215 milhões — e praticamente metade desse valor veio de O Auto da Compadecida 2 e Ainda Estou Aqui.
“O Estado brasileiro não pode fazer duzentos filmes por ano, porque o mercado não comporta. Deveríamos oferecer menos obras de orçamento maior, apostando na nova geração de grandes diretores”, opina o CEO da distribuidora Paris Filmes, Marcio Fraccaroli.
A empresa é responsável por Feito Pipa, de Allan Deberton, que estreia no Festival do Rio e foi escolhido para concorrer a uma vaga na disputa de melhor filme estrangeiro do Oscar 2027.
O crescimento da produção não foi acompanhado na mesma medida pelos demais elos da extensa cadeia do setor. “Ela tem vários pontos frágeis. Ao fortalecer só a produção, acabamos empurrando o problema para a frente”, pondera o coordenador do curso de cinema e audiovisual da ESPM, Pedro Curi.
Nas plataformas de streaming, tal assimetria fica evidente. O levantamento mais recente da Ancine constatou que, nas cinco plataformas líderes de audiência no país, apenas 6,3% das obras são brasileiras, sendo somente 3,4% independentes. Parte da explicação reside na falta de regulamentação sobre cotas para produções nacionais, já prevista para a TV paga e as salas de cinema, por exemplo.
“Antes de Paulo Gustavo ser um nome reconhecido, a produção de 220 Volts e Minha Mãe É uma Peça só foi possível por causa de políticas de cota, mas ninguém acaba lembrando”, diz Iafa Britz, produtora dos sucessos estrelados pelo comediante niteroiense.
Outra vantagem comercial de Netflix, Amazon Prime Video e companhia é a ausência do tributo chamado Condecine — responsável por alimentar o FSA e fomentar a produção local.
“As marcas ganham dinheiro sem contribuir para o sistema que financia a produção aqui. Muitas vezes, inclusive, os direitos autorais de obras brasileiras do streaming nem sequer ficam no país”, afirma Curi.
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O entretenimento hoje está na palma da mão — e as mensalidades do streaming competem com o preço de um ingresso de cinema. Nesse cenário, os exibidores ficam mais cautelosos na hora de abrir espaço para produções nacionais, que podem não ter público.
“As margens de lucro dos cinemas são apertadas. Por isso, é normal a preocupação em apostar em títulos que possam deixar as salas vazias, mas acredito que dá, sim, para incentivar mais as pessoas a assistirem às nossas produções”, reforça Adriana Rattes, à frente do Grupo Estação.
O problema se agrava quando a permanência dos filmes em cartaz é cada vez mais curta, desaguando em um círculo vicioso: com pouco tempo para conquistar espectadores, a ida ao cinema perde lugar para outras opções de lazer.
Isso fica claro no caso de Vicentina Pede Desculpas — da mesma equipe do premiado Marte Um, de 2022 —, que será apresentado no Festival do Rio e terá apenas quinze dias no circuito comercial antes de estrear na Netflix, em novembro.
“O dia não tem 48 horas. Instagram, TikTok, YouTube, Netflix, Amazon, jornais, filmes e livros competem pela atenção das pessoas”, lembra Rodrigo Teixeira, fundador da RT Features e produtor de Ainda Estou Aqui.
Uma das mesas de debate do RioMarket vai justamente se debruçar sobre os vídeos curtos disseminados nas redes. “Profissionais chineses falarão sobre as novelas verticais, que movimentam bilhões de dólares no mundo”, adianta Walkiria Barbosa, diretora-executiva do Festival do Rio e do RioMarket.
Apesar dos obstáculos, sucessos recentes como O Agente Secreto e Minha Melhor Amiga, no topo das bilheterias, mostram que existe plateia para histórias brasileiras na telona.
“O cinema também precisa ser uma experiência mercadológica. Um filme como o da Ingrid Guimarães e Mônica Martelli vem sendo promovido há pelo menos um ano”, diz Fraccaroli, da Paris Filmes, anunciando uma continuação para a comédia.
O planejamento frequentemente começa antes mesmo das câmeras, a partir de um desenho de audiência. “Para quem é aquele filme? Em quais mercados ele vai circular? É preciso pensar nisso tudo bem antes”, explicita Pedro Curi, da ESPM.
Essa estratégia também ajuda o audiovisual nacional a não depender de validação estrangeira, como indicações ao Oscar e prêmios em Cannes ou Berlim.
“Temos excelentes cineastas, mas Walter Salles, Fernando Meirelles e Kleber Mendonça Filho são os nomes que vendem ingresso. E o Brasil também precisa construir grandes autores”, diz Rodrigo Teixeira.
Está claro que uma câmera na mão e uma ideia na cabeça não são suficientes para conquistar espaço no mercado.
“O país encerrou 2025 com 3 544 salas exibidoras. Se um blockbuster americano ocupa 70% delas, há um processo de dumping”, pondera a também diretora-executiva do Festival do Rio, Ilda Santiago, explicando a prática de cobrar preço bem abaixo do mercado para derrubar os concorrentes.
É nesse ponto que o RioMarket deixa de ser apenas ponto de encontro para discussão e passa a funcionar como plataforma de negócios. Além de promover debates, ali se fomentam ideias e parcerias para o setor.
Não à toa, a RioFilme escolheu o evento para lançar um edital inédito, que vai distribuir 15 milhões de reais divididos entre quatro propostas de até 4 milhões para coproduções internacionais. Com base na iniciativa, produtoras cariocas têm a possibilidade de criar laços com companhias estrangeiras, o que facilita a exportação de obras daqui.
“O diferencial é que agora estamos apoiando ações nas quais a empresa carioca pode ter menos de 50% de participação na obra. Ou seja: o projeto pode vir de fora do Brasil”, ressalta Leonardo Edde, diretor-presidente do órgão municipal. Esse modelo de coprodução, aliás, está em alta: entre 2023 e 2025, houve registro de 124 obras.
No ano passado, 11 000 diárias de filmagem foram autorizadas na capital fluminense devido a políticas públicas como o cashback, no qual produções que utilizam o Rio como cenário têm parte das despesas reembolsadas.
Transformar bairros do Rio em sets também é uma maneira de vender a cidade ao mundo. “É inegável o imaginário que nós temos de Nova York, Roma ou Paris a partir da sétima arte. O Rio tem se preparado para ser um hub de cinema e de negócio”, celebra Ilda Santiago, acrescentando que o tema virá à mesa no RioMarket.
Em uma delas, profissionais vão discutir o teor do que é transmitido para o mercado estrangeiro. “Se todas as imagens que circulam lá fora são de ônibus pegando fogo e tiroteio, não vendemos bem a cidade”, observa Santiago.
Mas não basta pensar apenas no empurrão às produções e coproduções — é preciso um esforço conjunto e coordenado para que a formação de público se solidifique, com forte enfoque na distribuição.
“A Coreia do Sul e a China são exemplos de como países que não tinham grande tradição no métier hoje têm grande importância”, aponta Walkiria Barbosa.
Com bate-papos que vão do cinema ao k-pop, uma das propostas dos seminários do RioMarket é estudar a onda coreana. Conhecido como hallyu, o fenômeno é fruto de uma forte política de Estado iniciada na década de 1990 para defender e projetar a cultura da pequena nação asiática.
“Em 2023, a Coreia do Sul exportou 14,7 bilhões de dólares em conteúdo audiovisual. A partir dessas referências podemos buscar o nosso próprio modelo”, diz Walkiria. Neste ano, as rodadas de negócio ocorrem das 9h às 21h, incluindo reuniões on-line, o que amplia o leque de possibilidades.
Sabidamente, há um abismo entre os sets de filmagem e a chegada de um longa às telonas — e é nesse espaço que o festival encontra uma aptidão nata.
“Meu sonho é fazer uma edição em que todos os filmes exibidos no Festival do Rio consigam distribuidoras”, diz Ilda Santiago.
As pontes construídas no evento já permitiram que os cineastas Paolo Sorrentino, da Itália, Stephan Elliott, australiano, Im Sang-soo, da Coreia do Sul, e Guillermo Arriaga, mexicano, dirigissem trechos da antologia Rio, Eu Te Amo, de 2014.
Mais recentemente, uma exibição na mostra ajudou a série Ayô a chegar ao Globoplay. “A passagem pelo festival foi fundamental para o processo de valorização e notoriedade que a produção conquistou”, festeja o produtor Gabriel Bortolini.
Se produzir é o primeiro passo, fazer a obra encontrar seu caminho — e seu público — é o que se busca em prol de uma indústria que cresce e aparece. Dito isso, bons filmes a todos.
MUITO FILME, POUCO PÚBLICO
A produção nacional bate recordes, mas ainda busca ampliar seu alcance
- 1,41 BILHÃO DE REAIS foram investidos no audiovisual no Brasil em 2025, recorde da série histórica
- 179% foi o crescimento dos investimentos em relação a 2021
- + de 50% dos filmes brasileiros não venderam sequer 1 000 ingressos
- 112,8 MILHÕES de pessoas foram ao cinema no país no ano passado
- 9,9% do público nos cinemas brasileiros assistiu a produções nacionais
- 252 MILHÕES DE REAIS → 215 MILHÕES DE REAIS foi a queda da bilheteria dos longas nacionais entre 2024 e 2025 — e praticamente metade do valor veio de O Auto da Compadecida 2 e Ainda Estou Aqui
UMA LONGA JORNADA
As etapas que transformam uma ideia em filme — e os desafios para fazê-lo chegar ao público
- IDEIA: Argumento e roteiro ganham forma em sucessivas versões, laboratórios e editais de desenvolvimento.
- PRODUÇÃO: A produtora assume o projeto e estrutura sua viabilidade. A concentração de recursos e profissionais em determinadas regiões amplia as desigualdades dentro do mercado.
- FINANCIAMENTO: Recursos vêm de investidores privados, coproduções, venda de direitos e mecanismos públicos de incentivo. Muitos editais, no entanto, não contemplam a distribuição.
- FILMAGEM: Planejamento, equipe, elenco e locações antecedem o set, etapa mais curta e cara do processo. Depois, montagem, efeitos, cor e som dão acabamento à obra.
- DISTRIBUIÇÃO: Festivais, negociação de direitos, datas, número de salas e estratégias de divulgação definem como o filme chegará ao público, um dos principais gargalos do setor.
- CINEMAS: Blockbusters estrangeiros ocupam grande parte das salas. Filmes nacionais ainda enfrentam horários menos atraentes e resistência de parte dos exibidores.
- STREAMING: As plataformas ampliam o acesso às obras, mas ainda oferecem pouco espaço ao cinema nacional e não seguem os mesmos mecanismos de cota e contribuição que outros segmentos.
DE OLHO NA TELA
Filmes nacionais e estrangeiros em destaque na programação do Festival do Rio
A Bola Preta. Melhor filme do Festival de Toronto pelo voto do público, o representante da Espanha no Oscar acompanha três homens gays em diferentes momentos da história do país: 1932, 1937 e 2017. Javier Ambrossi e Javier Calvo receberam o prêmio de melhor direção em Cannes. Penélope Cruz e Glenn Close estão no elenco.
Club Kid. Estreante na direção de um longa, Jordan Firstman conquistou as plateias de Cannes com esta comédia dramática em que um promoter gay e baladeiro de Nova York vê seu caótico estilo de vida virar de cabeça para baixo quando descobre que tem um filho de 10 anos.
Ink. O vencedor do Oscar Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário?) transformou a história de altos e baixos do tabloide mais influente do Reino Unido em um drama eletrizante. Na Londres de 1969, o jovem magnata australiano Rupert Murdoch (Guy Pearce) compra o falido The Sun e faz dele o jornal mais vendido do país.
Vicentina Pede Desculpas. Neste drama nacional, que concorreu ao Platform Award no Festival de Toronto, uma professora (Rejane Faria) aposentada perde o filho, motorista de ônibus, em um acidente que mata quase todos os passageiros. Quando um vídeo sugere que a colisão foi proposital, ela procura as famílias das vítimas.
Funk. Duda Santos interpreta MC Sabrina na cinebiografia dirigida por Aly Muritiba, autor de Deserto Particular. O filme acompanha sua ascensão musical nos bailes de favelas do Rio e revisita os desafios enfrentados ao longo da carreira. O trabalho rendeu à atriz uma menção especial do júri no Festival de Tribeca, em Nova York.
Ney por Trás das Máscaras. Dirigido por Esmir Filho, do sucesso Homem com H, o documentário acompanha os ensaios e o desfile da Imperatriz Leopoldinense em 2026, e revisita as escolhas que fizeram de Ney Matogrosso, escolhido para ser o tema do enredo da escola neste ano, um dos grandes ícones da nossa música.
Rose. Indicada ao Oscar por Anatomia de uma Queda, Sandra Hüller recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Berlim por interpretar uma mulher que se disfarça de homem no início do século XVII em busca de liberdade. Markus Schleinzer escreveu e dirigiu esta cinebiografia alemã em preto e branco.
Feito Pipa. Gugu sonha em se tornar jogador de futebol e, para não precisar morar com o pai, com quem mantém uma relação difícil, vive sob os cuidados da avó. Premiado duas vezes no Festival de Berlim, foi escolhido para representar o Brasil no Oscar.
100 Dias. Em 10 de junho de 1984, o jovem velejador Amyr Klink partiu de Lüderitz, na Namíbia, rumo a Salvador. A travessia solitária inspirou a autobiografia Cem Dias Entre Céu e Mar, que chega às telas com direção do carioca Carlos Saldanha, dos sucessos Rio, A Era do Gelo e Cidade Invisível.
Cavalo Selvagem Nove. O vencedor do Oscar Martin McDonagh (Três Anúncios para um Crime) dá vida a mais uma história original. John Malkovich e Sam Rockwell encarnam dois agentes da CIA enviados a uma missão e precisam descobrir até onde podem confiar um no outro.
Fernanda. Charlô, Bia Falcão, Eunice Paiva… Arlette Pinheiro Monteiro Torres já deu vida a muitas personagens, mas foi como Fernanda Montenegro que se tornou a grande dama da dramaturgia brasileira, como mostra o diretor Pedro Waddington, filho de Andrucha, seu genro.
Pitico — Hermes Ayres Azevedo (1881-1959) — Historiador da Província. Um dos nomes mais importantes do Cinema Marginal, Julio Bressane, aos 80 anos, dirige a produção sobre um historiador apaixonado por sua pequena cidade do interior. Paulo Betti e Josie Antello estão no elenco.
Furies. Em meio à crise econômica agravada pela corrupção no Líbano, quando bancos impediram milhões de cidadãos de acessar suas próprias economias, duas mulheres planejam um ousado assalto noturno. O longa é do premiado cineasta libanês Rami Kodeih e estreou no Festival de Veneza.
La Perra. Nesta coprodução entre Chile e Brasil com Selton Mello, premiada no Festival de Cannes, uma mulher de meia-idade que vive sozinha em uma ilha chilena encontra um cachorro abandonado e, ao criar laços com o animal, busca uma forma de lidar com as feridas do passado.
Josephine — Fragmentos de um Crime. Aos 8 anos, Josephine testemunha um crime em um parque nos Estados Unidos e passa a buscar uma maneira de recuperar o controle sobre sua segurança. Após faturar a maior honraria do Festival de Sundance, a cineasta Beth Araújo vem ao Brasil apresentar o aclamado filme.
Covarde. Após a vitória de Wagner Moura em 2025, Emmanuel Macchia e Valentin Campagne dividiram o prêmio de melhor ator em Cannes. No drama do belga Lukas Dhont, de Close: Você Perto de Mim, um jovem entra nas trincheiras da I Guerra Mundial e acaba se apaixonando por outro soldado.
A Grande Estreia. Favorita ao Oscar de melhor atriz, Julianne Moore vive uma tímida dona de casa que entra no arriscado mundo do teatro comunitário e acaba se perdendo no próprio papel. É o segundo longa escrito e dirigido por Jesse Eisenberg, que recebeu uma indicação ao Oscar com A Verdadeira Dor.
Se Eu Fosse Você 3. Glória Pires e Tony Ramos retornam para mais uma troca de corpos, desta vez com a filha e o genro, interpretados por Cleo Pires e Rafael Infante. A nova aventura mantém a fórmula da franquia, mas muda o comando da direção, que passa de Daniel Filho para Anita Barbosa, de Cinderela Pop e Tudo por um Pop Star.
Overman: foi criado nas tirinhas da Laerte.
Overman. Criado nas tirinhas da Laerte, um super-herói desempregado (Caco Ciocler) tem a chance de voltar aos holofotes quando o governador do Rio (Otávio Müller) o convida para a Secretaria de Segurança Pública. A direção é de Tomas Portella, conhecido pelo trabalho na série Impuros.
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