Enclave nordestino: Feira de São Cristóvão abre as portas para o futuro
Investimento, de 10,7 milhões de reais prevê a reforma da estrutura do pavilhão, impermeabilização, pintura e implantação de sistema de para-raios
Ao dar a partida no processo de revitalização do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, no fim de setembro, Eduardo Cavaliere citou o curta O Levante, do pernambucano Jonathas de Andrade. A ideia foi fazer uma analogia da obra, que fala sobre a proibição da circulação de carroças de tração animal no Recife, com a necessidade de renovação da Feira de São Cristóvão. “Vamos liderar um levante, tirando o que deve ficar no passado e abrindo as portas para o futuro”, disse o prefeito.
As intervenções prometem garantir mais conforto e qualidade a comerciantes e visitantes do espaço. O investimento, de 10,7 milhões de reais, prevê a reforma da estrutura do pavilhão – um marco da arquitetura moderna, projetado por Sergio Bernardes e inaugurado em 1962 – além de impermeabilização, pintura e implantação de sistema de para-raios. A fachada e o letreiro também serão recuperados, assim como os banheiros, que ganharão acessibilidade.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
“É uma cidade dentro de outra”, diz o baiano Magno Queiroz Pereira, um dos diretores da feira, animado com as futuras mudanças no que considera não só um refúgio para conterrâneos, mas um lugar querido para cariocas e turistas. “Esperamos que as obras abram caminho para ainda mais gente”, diz ele. Após a pandemia, cerca de 30% dos boxes ainda não reabriram.







