Boas impressões: serigrafia e litografia são destaque de mostra no Sesc
Eixo da exposição é a trajetória de atuação do mestre impressor Guilherme Rodrigues e o legado de sua família para as artes gráficas brasileiras
Em tempos de modernas técnicas de impressão, inclusive em 3D, processos artesanais de criação de gravuras e livros, como o que se baseia na incompatibilidade entre água e tinta gordurosa, inventado no século XVIII, podem parecer fadados a museus. Eles até estão lá, como base de obras de arte, mas permanecem também no dia a dia de artistas contemporâneos. É o que se vê na exposição Litografia e Serigrafia: Arte, Técnica e Memória, em cartaz no Sesc Madureira, que tem como eixo a trajetória de mais de 60 anos de atuação do mestre impressor Guilherme Rodrigues e o legado de sua família para as artes gráficas brasileiras.
Além de pedras litográficas, telas serigráficas e provas de impressão, há obras de nomes consagrados, como Carlos Scliar, Carybé, Cildo Meireles, Di Cavalcanti e Milton Dacosta, que contaram com sua habilidade de excelência. “Nasci na gráfica do meu pai, Genaro Louchard Rodrigues, que imprimiu gravuras como as que Portinari expôs no MoMA de Nova York, em 1940”, relembra ele, parceiro de tantos outros orgulhos nacionais, como Alfredo Volpi. “Fazia interpretações de seus quadros originais, porque de forma manual não dá para chegar a uma reprodução idêntica, e ele aprovava”, conta.
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Entre os cerca de 200 talentos com quem já colaborou tem ainda grafiteiros como Bruno Big e Mateu Velasco. “Sempre gostei de me juntar aos jovens”, diz, aos 80 anos.





