Café com Gaudí: exposição junta catalão a austríaco Klimt na Barra
Antes da experiência sensorial em si, há todo um chamado pré-show especialmente concebido para o evento no Brasil, como ambiente inspirado na Casa Batlló
Obra-prima do modernismo localizada em Barcelona, a Casa Batlló, projetada pelo arquiteto Antoni Gaudí entre 1904 e 1906, é conhecida por suas formas orgânicas, fachadas coloridas cobertas de mosaicos e telhado que lembra escamas de dragão. Patrimônio da Unesco, o ponto turístico espanhol ganhou uma “filial” na Zona Sudoeste, como parte da exposição Klimt e Gaudí: O Impossível Existe, que abriu no Rio Design Barra.
Um dos detalhes reproduzidos no espaço, que funciona como café, foram as colunas que lembram ossos. Sem nunca terem se encontrado, o austríaco Gustav Klimt (1862-1918) e o catalão Gaudí (1852-1926) protagonizam as mostras imersivas mais vistas do mundo. A do primeiro já atraiu 3,5 milhões de visitantes, superando o até então campeão Van Gogh, enquanto a do segundo somou 2,2 milhões. A reunião dos talentos acontece num pavilhão de 1 500 metros quadrados que tem paredões de 7 metros de altura, onde o show de luzes e cores dura 43 minutos.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
Antes da experiência sensorial em si, há ainda todo um chamado pré-show especialmente concebido para o evento no Brasil. Ele inclui ambientes inspirados nos legados dos artistas, o que inclui o café. “As exposições lá fora não têm essa cenografia, o público vai direto para o ateliê imersivo”, diz Davi Telles, diretor executivo da produtora Lightland, que trouxe o espetáculo. “Para iluminar os vitrais do espanhol, cujo centenário de morte se comemora agora, temos até o nosso sol, pois fizemos um estudo de iluminação para incidir neles”, diz Telles, em referência ao fato de o catalão dar especial atenção ao uso da luz em duas obras: “Não tinha como o sol ficar de fora. Sobretudo nesta edição carioca”.





