Por que o ex-governador Cláudio Castro virou alvo da Polícia Federal

Operação Sem Refino, de busca e apreensão, investiga fraudes fiscais, ocultação patrimonial e ligações entre a Refit e agentes públicos do estado

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 Maio 2026, 11h50
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Claudio Castro: ex-governador é investigado por aportes da Rioprevidência no Banco Master (Rogério Santana/Divulgação/Governo do Estado do Rio de Janeiro)
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Ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) se tornou alvo da Polícia Federal na manhã desta sexta (15), durante a Operação Sem Refino, que investiga um esquema de supostas fraudes fiscais envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. A ação apura indícios de ocultação patrimonial, evasão de divisas e possíveis conexões entre empresários e agentes públicos do estado.

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Agentes da PF cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência de Castro, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Suodeste do Rio. Segundo informações apuradas, o ex-governador acompanhou a operação ao lado de seus advogados. Após cerca de três horas de buscas, os agentes deixaram o local levando malotes, além de apreenderem um celular e um tablet de Castro.

A investigação tem como principal alvo o empresário Ricardo Magro, dono do Grupo Refit, considerado um dos maiores devedores de impostos do país e o maior devedor contumaz do estado do Rio de Janeiro. Contra ele, a Polícia Federal também cumpriu mandado de prisão e solicitou a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, lista internacional de procurados.

De acordo com a PF, há suspeitas de que a estrutura societária e financeira da Refit tenha sido usada para esconder patrimônio, dissimular bens e enviar recursos ao exterior de forma irregular. A corporação também apura se havia interlocutores dentro da administração estadual atuando em favor da empresa na obtenção de benefícios fiscais.

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Agentes da PF em carros descaracterizados e com auxílio de homens armados foram para a casa de Castro, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF das Favelas, ação que discute a atuação de organizações criminosas e suas relações com agentes públicos no Rio de Janeiro.

Além de Castro, também foram alvos de mandados de busca o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador-geral do Estado Renan Saad. Ao todo, a PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, além de sete medidas de afastamento de função pública.

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Durante a operação, cerca de meio milhão de reais em espécie foi apreendido na casa de um policial civil investigado.

Em nota, a defesa de Cláudio Castro afirmou ter sido surpreendida pela operação e declarou que ainda não teve acesso ao conteúdo do pedido de busca e apreensão. Os advogados afirmaram que o ex-governador está à disposição da Justiça e “convicto de sua lisura”.

A defesa também ressaltou que a gestão de Castro adotou critérios técnicos e legais na concessão de incentivos fiscais e destacou que, durante o governo, foram tomadas medidas para cobrar dívidas da Refit com o estado. Segundo os advogados, a administração conseguiu garantir o pagamento de parcelas que se aproximam de R$ 1 bilhão, embora o parcelamento atualmente esteja suspenso por decisão do Tribunal de Justiça do Rio.

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