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Cabe no bolso

Cariocas aderem ao movimento "pague quanto puder" para tornar eventos, serviços e produtos mais acessíveis na cidade

Por Thaís Meinicke Atualizado em 2 jun 2017, 13h01 - Publicado em 22 ago 2014, 19h49

Do cafezinho à festa do fim de semana, o Rio de Janeiro está cada vez mais caro em relação a produtos e serviços oferecidos. Não à toa, no último verão a cidade viu o surgimento de movimentos criados pelos próprios cariocas que mobilizaram as pessoas com o objetivo de burlar os altos preços da cidade – entre eles, o Isoporzinho e o Rio $urreal. Remando contra a corrente do mercado, alguns estabelecimentos e eventos começam a baratear seus serviços, a fim de torná-los mais acessíveis ao público. É a ideologia do “pague quanto puder”, em que os próprios cariocas podem escolher o quanto gastar em cada lugar. Confira abaixo alguns exemplos desta prática no Rio:

FESTAS

Tem Que Dar

Novidade na noite carioca, a festa que teve sua primeira edição na boate La Cueva, em Copacabana, tem como regra que os frequentadores paguem alguma quantia para entrar no local. O valor, no entanto, não é estipulado e cada um desembolsa o quanto achar justo. A temática do evento é curiosa: a cada edição os organizadores pretendem homenagear uma atração diferente do canal SBT, como a Banheira do Gugu, que fez sucesso nos anos 90. A trilha sonora é de pop e hits nacionais. A próxima edição está programada para setembro.

La Cueva. Rua Miguel Lemos, 51, Copacabana. Acompanhe as próximas edições na página do evento no Facebook.

Disritmia

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Comandada pela DJ Lili Prohmann, a festa une o melhor da música brasileira ao pôr do sol com vista para a Praia de Copacabana, com repertório que vai desde clássicos da MPB a novas descobertas no cenário da música regional brasileira. Acessível, é aberta a quem quiser chegar. O público pode contribuir com os custos da produção doando o quanto quiser através de uma urna solidária que fica sempre no palco, ao lado da DJ. Para promover a última temporada de verão, Lili contou com um crowdfunding, em que os próprios frequentadores da festa puderam ajudar a viabilizar o evento.

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Avenida Atlântica, Praça Almirante Júlio de Noronha, Leme. Acompanhe as próximas edições na página do evento no Facebook.

CAFÉ

Curto Café

fernando lemos
fernando lemos

Inaugurada em 2013 na sobreloja do Terminal Menezes Cortes, no Centro, a cafeteria traz um conceito que já existe em alguns países do mundo. No espaço decorado com pufes, poltronas e mesas, os clientes podem degustar ótimos cafés sem se preocupar com os preços salgados das outras casas do Rio. Melhor ainda: eles próprios decidem quanto vão desembolsar. A partir de um valor mínimo, referente ao custo da matéria-prima — R$ 0,50, no caso do expresso e R$ 1 no do cappuccino – , a conta pode variar de acordo com o grau de satisfação do visitante. Em quadros-negros, são expostos todos os gastos da casa, como aluguel, equipamentos, e custos operacionais, quanto foi arrecadado no mês e quanto ainda falta para sair do vermelho.

Rua São José, 35, sobreloja, quiosque 47 (Terminal Menezes Cortes), Centro. Tel: 98255-7424 e 98323-0183.

BAZAR

Feira Grátis da Gratidão

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A ideia do evento, em que é possível fazer doações e pegar o que quiser, é praticar o desapego e fazer as pessoas se questionarem se precisam mesmo das coisas. A feira acontece em edições itinerantes em diversos bairros do Rio – a próxima está marcada para este sábado (23), no Estácio – e é possível encontrar todo tipo de produtos, como roupas, CD’s, brinquedos, livros, entre outras coisas. Acompanhe as próximas edições na página do evento no Facebook.

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