Homem que participou de estupro coletivo em Botafogo é considerado foragido

Gabriel de Oliveira Palmieri, de 24 anos, é procurado pela polícia pelo crime de estupro coletivo contra uma adolescente

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 jul 2026, 13h54
Dois policiais civis, um de costas com a camisa preta e bandeira azul no braço, e outro entrando por um portão dourado, em uma operação policial
Polícia procura foragido por estupro coletivo contra adolescente em Botafogo (./Reprodução)
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Policiais da 12ª DP (Copacabana) realizaram, na manhã desta quinta (9), uma operação para prender Gabriel de Oliveira Palmieri, de 24 anos, investigado por participação no estupro coletivo de uma jovem em agosto de 2023, em Botafogo.

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Segundo a investigação, Gabriel teria cometido o crime ao lado de dois adolescentes, menores de idade na época. Os dois também são apontados como envolvidos em outro estupro coletivo, registrado em janeiro deste ano, em Copacabana. Os agentes cumpriram mandados de busca em endereços ligados ao investigado, no Catumbi, na região central da cidade, e em Botafogo. Como ele não foi localizado, passou a ser considerado foragido da Justiça.

 

Rosto de um homem jovem, pele clara, cabelo curto e escuro, olhos castanhos, boca fechada, vestindo camiseta preta, olhando diretamente para frente com expressão séria
Gabriel de Oliveira Palmieri é procurado por estupro coletivo (./Reprodução)

Segundo as investigações, no dia 22 de agosto de 2023, os três acusados se reuniram num apartamento na Rua São Clemente, em Botafogo, residência de Mattheus Veríssimo Zoel Martins, à época com 17 anos. Segundo a vítima, ela foi atraída ao local por um menor, de 14 anos, para um suposto encontro privado. “Além do mandado de prisão, a Justiça também decretou o mandado de busca e apreensão para que a gente possa aprender celulares e dispositivos eletrônicos com o objetivo de trazer mais provas à investigação”, explicou o delegado Ângelo Lages, titular da 12ª DP (Copacabana).

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Em seu depoimento, a mãe da adolescente contou que, após ir para o quarto com o menor, a jovem foi coagida a permitir a entrada dos outros dois acusados. Ainda segundo o relato, a vítima foi então submetida, por cerca de uma hora e meia, a sexo forçado com os três jovens e foi agredida com tapas no rosto e socos na costela. Após o fato, o vídeo com as filmagens ainda teria sido divulgado, como forma de constrangimento.

Ao ser informada sobre mandado de prisão expedido contra Gabriel Palmieri, a mãe da vítima reagiu com surpresa e lágrimas, reforçando o orgulho que sente da filha. A jovem, hoje com 17 anos, denunciou o próprio estupro depois de ver pelo noticiário a repercussão do caso de Copacabana. Ela tinha apenas 14 anos na época do crime: “Só consigo pedir a Deus que permita que ela veja o quão abençoada ela é. Ter a chance de ver a justiça sendo feita é sim motivo para agradecer, comemorar. Quantas milhares de mulheres tiveram esse direito cerceado?”, completou.

Estupro coletivo em Copacabana

Em maio, a Vara da Infância e da Juventude da Capital determinou a internação do adolescente investigado por participação no estupro coletivo de uma jovem de 17 anos, ocorrido em janeiro deste ano, em Copacabana. Ao fundamentar a medida, a Justiça destacou a gravidade da violência praticada contra a vítima.

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De acordo com a decisão, o adolescente teria planejado uma emboscada contra a jovem, com quem mantinha um relacionamento afetivo. Ele foi submetido à medida socioeducativa de internação, sem direito a atividades externas nos seis primeiros meses.

A medida foi determinada pela juíza Vanessa Cavalieri, que ressaltou a gravidade da conduta e a necessidade de uma resposta mais rigorosa, tanto para a responsabilização quanto para a tentativa de ressocialização do adolescente.

Além dele, outros quatro homens se tornaram réus no processo e permanecem presos. Mattheus Veríssimo Zoel Martins, João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti respondem por estupro coletivo qualificado, praticado em concurso de pessoas, e cárcere privado.

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