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Escolas criam cursos com aulas para criação e programação de apps

Medida tem como objetivo conquistar a atenção dos alunos

Por Elizabete Antunes - Atualizado em 2 jun 2017, 11h56 - Publicado em 15 out 2016, 01h00

Todos os anos, boa parte dos diretores dos melhores colégios da cidade costuma se ver diante de uma indagação: em que novidades investir para manter a qualidade do ensino e ao mesmo tempo ficar afinado com as atuais necessidades dos alunos? Em 2016, várias instituições aderiram a uma nova safra de cursos extracurriculares com o objetivo de tornar mais atraente e divertido o aprendizado de disciplinas como história e matemática. Em geral, a estratégia é mudar a pedagogia do modelo analógico para o digital. Na Escola Eleva, que será aberta em 2017 no prédio histórico onde funcionou a Casa Daros, em Botafogo, alguns cursos de proposta arrojada se destacam, como o design thinking e o media lab (produção de conteúdo em vídeo). E todos prometem botar a cabeça da meninada para funcionar. “O design thinking vai propor a resolução de problemas da área social, com o objetivo de fazer com que os alunos consigam olhar para a sociedade e contribuir para torná-la melhor. Podemos criar, por exemplo, uma campanha contra a dengue. É para abrir a cabeça dos alunos e torná-los proativos”, explica Cristiane Sanchez, diretora de tecnologia da informação da escola. Na instituição, de proposta bilíngue e abrangência da educação fundamental ao ensino médio, outro curso que promete agradar é o makerspace, que disponibilizará instrumentos de última geração como impressora 3D e cortadora a laser. “É um espaço para pensar novas ideias, de ensinar a criar um protótipo de produtos e objetos. Também será um ambiente para o desenvolvimento de robótica. Tudo de forma lúdica”, avisa Cristiane. “Queremos potencializar a tecnologia em sala de aula. Mas sempre com o aluno no centro do processo.

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”Em quarto lugar no ranking do Enem, o Colégio pH também quer incentivar seus alunos a pensar e a criar. Neste ano, ofereceu o curso-piloto de computação criativa, com duração de três meses, na unidade da Tijuca. Ali, a garotada se dedica a programar aplicativos para celular. “Eles deixam de ser apenas usuários e se tornam programadores. Mexer com celular é algo que faz parte do dia a dia deles de uma maneira muito intensa”, conta Luís Felipe Abad, diretor da rede pH. “Essas aulas ajudam no raciocínio e acarretam melhorias no desempenho em disciplinas como matemática, física e química.” A ideia é levar o aprendizado a outras unidades do colégio, como Ipanema e Recreio. “Eles passam boa parte do tempo mergulhados no mundo virtual. Agora, podem desenvolver os próprios apps. Isso os deixa muito animados”, frisa André Luís da Fonseca, professor do curso. No 1o ano do ensino médio, Pedro Ferreira Dusek, de 15 anos, não perde uma aula. “Eu fico o dia com o celular na mão. Agora, faço algo realmente útil com ele”, diz o aluno, que planeja trabalhar com programação.

Felipe Sudin, do A a Z: veículo para a geração YouTube
Felipe Sudin, do A a Z: veículo para a geração YouTube

Seguindo uma linha semelhante, o Colégio e Vestibular de A a Z desenvolveu um projeto de produção de vídeos que será aberto em 2017. No fim de cada curso, com trinta alunos no máximo por turma, deverá ser apresentado um filme de curta‑metragem. “É um veículo para os alunos se expressarem melhor e em uma linguagem que eles consomem muito, já que estão sempre vendo vídeos no YouTube e no Facebook”, diz Felipe Sundin, diretor da instituição. Na Escola Parque, com unidades na Gávea e na Barra, a novidade são as aulas de culinária sustentável. Com a proposta de aproximar os alunos da cultura dos produtos orgânicos e da educação ambiental, o curso utilizará a gastronomia e a experiência na cozinha para discutir a alimentação como um todo. O projeto será ministrado por dois biólogos da UFRJ, Onaldo Brancante e Pedro Fonte. É plantar para colher no futuro.

QUADRO EDUCAÇÃO

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