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Em uma semana, escola Tabladinho bate primeira meta de vaquinha on-line

Aos 60 anos, instituição especializada em educação infantil, na Lagoa, luta para sobreviver à crise econômica provocada pela pandemia

Por Marcela Capobianco 17 nov 2020, 17h10

Criado na década de 60, como um filhote da escola de teatro Tablado e especializado no ensino de artes para os pequenos, o Tabladinho, na Lagoa, foi gravemente afetado pela crise econômica trazida pela pandemia e luta para não fechar as portas.

Ao longo do tempo, o espaço fundado por Aracy Mourthé, Edelvira Fernandes e Vera Motta se especializou em educação infantil, ancorada no ensino artístico.

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Com a pandemia, e a escola mantendo apenas atividades pela internet, diversos pais precisaram cancelar as matrículas de seus filhos. Quem continou teve um portentoso desconto nas mensalidades. Mesmo com uma série de acordos e renegociações, a conta não fecha.

O Tabladinho, então, iniciou uma campanha de financiamento coletivo através do site Benfeitoria, para poder pagar o 13º e as férias dos funcionários, além do aluguel da casa onde funciona. Em apenas uma semana, a escola arrecadou 99% da primeira meta, de R$ 50 mil, cuja duração prevista era de um mês. Nesta terça (17), faltavam apenas R$ 370,00 para que a escola atingisse 100% do valor.

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“Desde que a campanha começou, nosso coração já triplicou de tamanho. É muito bonito ver tantas pessoas acreditando num projeto de educação e coloborando para a manutenção do Tabladinho!”, comemora Inez Motta, diretora do centro educacional.

Mas isso não é tudo. O Tabladinho prevê, ainda, outras duas fases de arrecadação, para quitar 100% dos salários e encargos de funcionários e, oxalá, começar a organizar as atividades de 2021 – que ainda não se sabe se serão presenciais ou remotas. O sonho dourado da instituição é conseguir R$ 100 000 até – o dia 10 de dezembro – ou seja, dobrar a primeira meta.

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Em agradecimento, o Tabladinho vai promover um festival on-line, com shows de Nina Becker, Marcelo Callado, Gustavo Benjão, Pedro Sá, Mãe Ana, Bem Gil, Marina Salomon, Tonico Pereira e Cláudia Mauro.

Para ajudar a escola, as doações podem ser de R$ 20,00 a R$ 2 000, e há diversas recompensas, a exemplo de um quadro pintado pelos alunos e ingressos para as apresentações on-line dos artistas engajados na campanha. O importante é ajudar.

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