Entre vaias e uivos: os acertos e erros do show de Shakira em Copacabana

Participações especiais, discursos e atraso de mais de uma hora marcaram apresentação da cantora no Todo Mundo No Rio

Por Lucas Vieira 3 Maio 2026, 06h16 | Atualizado em 3 Maio 2026, 06h53
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Shakira: atraso de mais de uma hora e participações especiais marcaram o show da cantora colombiana no Rio (Marcos Hermes/Divulgação)
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  1. Era por volta de 22h50 quando o telão apagou e soaram os primeiros acordes de La Fuerte. O público impaciente vaiava o atraso de uma hora e vinte minutos quando um conjunto de drones acendeu no céu de Copacabana.

Quando a imagem da loba se formou, as vaias se transformaram em uivos e a matilha de fãs esqueceu a espera.

Dez minutos depois, às 23h05, Shakira subiu ao palco para dar início ao show que já é considerado o maior de sua carreira.

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Se na estreia da Las Mujeres Ya No Lloran Tour o público estimado foi de 45 mil pessoas, no Todo Mundo No Rio o crescimento foi exponencial: segundo estimativa da RioTur, a Loba reuniu cerca de dois milhões de pessoas em Copacabana.

Entre hits e lados B, a artista entregou um espetáculo de duas horas que visitou todas as fases de sua carreira, marcado pelo discurso feminista e pelo orgulho latino.

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Em uma de suas falas, bradou: “Pode até ser que nós, mulheres, sejamos mais frágeis sozinhas, mas, juntas, somos invencíveis”. Em resposta, o público protestou contra o ex-companheiro da artista, o jogador Gérard Piqué, de quem Shakira se separou após rumores de traição.

Tomada pela emoção que estava vivendo durante o show, Shakira agradeceu: “Eu não posso acreditar que estou aqui com vocês. A vida é mágica. É mágico pensar que estamos aqui, milhões de almas juntas prontas para se emocionar, cantar e amar. Brasil, eu te amo”.

Foi durante a execução de hits como hits como Whenever, Wherever, Loca e Estoy Aqui que o público mais se empolgou. Girl Like Me também fez Copacabana vibrar, com o momento em que Shakira exalta as nacionalidades latinas.

As participações especiais se destacaram por serem números inéditos na turnê. Quem primeiro subiu ao palco foi Anitta, que cantou a novíssima Choka Choka e foi ovacionada.

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Em um número mais tímido, Caetano Veloso executou Leãozinho após ser exaltado por Shakira, que revelou cantar a música para seu filho dormir.

O dueto com Maria Bethânia em O Que É O Que É trouxe um momento de celebração à vida para o show. Enquanto a dupla entoava os versos de Gonzaguinha com os cabelos ao vento, a bateria da Unidos da Tijuca tomou o palco, trazendo um gosto de folia para o espetáculo.

Pra rolar a festa, Ivete Sangalo completou o lineup repetindo o dueto de País Tropical, apresentado anteriormente pelas cantoras na edição de 2011 do Rock In Rio. Agitando a plateia, sentenciou: “Esse é o carnaval de Shakira!”.

Embora esta edição tenha tido o maior palco do Todo Mundo No Rio, o principal elemento cênico do espetáculo foi o telão, que exibiu projeções de elementos da natureza, animações e até uma retrospectiva da trajetória da cantora.

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Além da própria Shakira, o brilho da composição visual do show ficou por conta dos figurinos, dos dançarinos e das performances dos músicos.

A agilidade da cantora em trocar os diversos figurinos é impressionante. Homenageando o Brasil, o verde, o amarelo e o azul apareciam em cena constantemente. As guitarras e o violão customizados da colombiana também chamaram a atenção com seus acabamentos cintilantes.

O diálogo entre a organicidade dos instrumentos elétricos e percussões com as programações eletrônicas nos arranjos foi um grande atrativo e, em todo o repertório, assim como o encontro da linguagem do pop internacional com os gêneros musicais latinos.

Houve espaço para batidas mais pesadas (Loca), momentos mais roqueiros (Don’t Bother) e até passagens mais intimistas (Antología), com cantora e banda se reunindo na passarela com canções em roupagem acústica.

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Entre passos de reggaeton, dança do ventre e movimentos de quadril, as coreografias também arrancaram aplausos do público. Sozinha, Shakira brilhou em Hips Don’t Lie, dançando na passarela.

No palco, o grande momento ocorreu quando a colombiana recebeu Raphael Vicente e os dançarinos do Complexo da Maré vestidos com as cores do Brasil para Waka Waka, número que antecedeu o bis.

O show chegou ao fim com as faixas She Wolf e Bzrp Music Sessions, Vol. 53/66, com Isabel, a loba inflável, tomando conta do palco. Durante a canção, a colombiana desceu da passarela e andou ao redor do público, distribuindo afeto para os fãs enquanto cantava.

Em ritmo de balada, Shakira se despediu balançando a bandeira do Brasil enquanto fogos de artifício iluminavam o céu de Copacabana, encerrando uma noite histórica para sua carreira.

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Já os fãs voltaram para casa com a pergunta de sempre: Qual será o próximo show do Todo Mundo No Rio?

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