Empresário atingido por poste em Copacabana vai processar a prefeitura
Socorrido pelos bombeiros, João Cotrim, de 36 anos, teve contusão lombar e ficou internado por dois dias
“Derrubado por uma força indescritível”, o empresário atingido por um poste da CET-Rio, na última segunda (11), em Copacabana, vai processar a prefeitura. Com contusão lombar, João Cotrim, de 36 anos, precisou ser levado pelo Corpo de Bombeiros para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, e depois foi encaminhado para um centro médico particular, onde ficou internado por dois dias. “Estou com lesões sérias nas minhas costas, sem saber quanto tempo precisarei para me recuperar totalmente, qual será a extensão das sequelas, quando poderei voltar ao trabalho e à minha rotina que sempre foi de muito exercício”, relatou ele ao jornal O Globo. Sentido dores intensas e constantes e com a mobilidade prejudicada, fora o trauma psicológico, ele quer providências: “Temi pela minha integridade física e, principalmente, pela minha vida”.
Ao jornal, ele informou que está avaliando com seus advogados as providências judiciais cabíveis, nos âmbitos cível e criminal, “não por mero interesse pessoal ou vingança, mas como uma forma de exercer a minha cidadania e mostrar que o Poder Público precisa cuidar do cidadão”. Dizendo-se indignado, ele acrescentou que não é possível aceitar que os impostos pagos pela população não sejam suficientes para a manutenção básica de equipamentos públicos: “Que os políticos hoje no poder, além de não terem um pingo de humanidade, tenham outras prioridades além da proteção dos cidadãos que foram eleitos para representar”.
O poste da prefeitura estava danificado há meses, e caiu na Rua Joaquim Nabuco, esquina com a Rua Joaquim Nabuco, em Copacabana, no fim da manhã de segunda (11). Cotrim, que é sócio de uma empresa alimentícia que fornece para grandes restaurantes e hotéis do Rio, entre eles o Copacabana Palace, passava pelo local enquanto voltava do supermercado. “Ao começar a atravessar a Rua Bulhões de Carvalho, , ouço um estrondo muito alto. Dou dois ou três passos na direção oposta até que sou derrubado por uma força indescritível. Sem entender o que tinha acontecido, me vejo no chão, no meio da rua, com carros vindo na minha direção. Tento me arrastar para fora da via, com muita dor nas costas até que aparecem as primeiras pessoas para me socorrer”, relembrou ele, que conseguiu olhar para trás e ver um sinal de trânsito espatifado no chão. “Meu reflexo é o de correr.
Como era esquina da minha casa, vejo alguns rostos familiares, o que me tranquiliza um pouco. Um dos funcionários do meu prédio logo aparece e me tira da rua. Sigo desnorteado por um tempo. Sentindo uma dor insuportável nas minhas costas, pressão baixa, formigamento na lateral do corpo. Vejo que foi um poste havia me atingido”.
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Cotrim disse ainda que, após, 48 horas de silêncio por parte do Poder Público e de seus representantes, que não o procuraram sequer para saber se precisava de cuidados ou apoio, resolveu falar sobre o incidente nas redes sociais: “Agora estou tomando as medidas cabíveis para responsabilizar os autores desse crime de omissão e negligência frente à Justiça”.







