O Elevado Trinta e Um de Março, no Centro, será realmente demolido?

Um plano da Prefeitur prevê a construção de dois conjuntos de mergulhões no lugar, que liga a Zona Sul ao Centro e recebe 80000 veículos por dia

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 abr 2026, 11h40
Elevado 31 de Março
Praça Onze Maravilha: projeto da Prefeitura prevê derrubada do Elevado 31 de Março (Reprodução/Centro de Operações Rio)
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  • Um plano da Prefeitura do Rio, em desenvolvimento com a iniciativa privada, prevê a construção de dois conjuntos de mergulhões na estrutura que vai substituir o Elevado Trinta e Um de Março. Com extensão de dois quilômetros, o local recebe hoje 80000 veículos por dia e liga a Zona Sul ao Centro.

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    Este é um dos carros-chefes do Praça Onze Maravilha — projeto de lei em tramitação na Câmara do Rio que visa uma série de intervenções urbanísticas. O objetivo é revitalizar o entorno do Sambódromo e dar à região regras mais flexíveis para a construção de moradias, como foi feito no Porto Maravilha.

    Dentre as propostas, a derrubada do viaduto tem previsão para ser concluída em 2028. Os mergulhões fariam parte de uma via expressa — um deles começaria nas bocas do Túnel Santa Bárbara, de onde o motorista poderia seguir direto e sem sinais de trânsito até o Santo Cristo; outro pela Avenida Presidente Vargas, que seria rebaixada para a passagem rumo à Praça da Bandeira ou à Candelária.

    Em entrevista ao jornal O Globo, Leonardo Mesquita, da construtora Cury, à frente da proposta, explicou que essa opção também libera terrenos públicos. Eles poderão ser vendidos à iniciativa privada para financiar as obras. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, diz que a Prefeitura estima em R$ 1,7 bilhão o custo.

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    Ainda na lista, uma nova Cidade do Samba seria construída para as escolas do Grupo Especial; além da Biblioteca dos Saberes, onde hoje fica o Terreirão do Samba, por meio de um projeto do prestigiado arquiteto Francis Kéré, de Burkina Faso.

     

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