Efeitos do ciclone bomba no Sul: Rio pode ter ventos fortes na sexta (7)

Uma frente fria associada ao fenômeno natural está prevista para chegar ao estado

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 ago 2026, 10h46 | Atualizado em 6 ago 2026, 10h48
Equipes de resgate e funcionários da prefeitura trabalham para remover uma árvore caída que bloqueia a rua, com galhos e troncos espalhados pelo chão, e fios elétricos emaranhados acima. Ao fundo, um prédio e uma pessoa observam a cena
Ventania no Rio: mais de duzentas árvores foram derrubadas pela força do vento em 29 de julho (Tânia Rego/Agência Brasil)
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O alerta severo disparado pela Defesa Civil do Rio na manhã da última quarta (5) reacendeu o temor dos cariocas, ainda afetados pelo vendaval da semana passada que deixou mais de 1,6 milhão de imóveis sem luz.

Com a previsão de um ciclone bomba se formando no litoral Sul do país entre quinta (6) e sábado (8), a dúvida que ficou é: esse fenômeno pode chegar ao Rio?

A resposta dos meteorologistas ouvidos pelo jornal O Globo é não, mas há ressalvas.

O ciclone não deve atingir diretamente o estado do Rio, mas uma frente fria associada a ele vai intensificar os ventos por aqui, com rajadas que podem passar dos 76 quilômetros por hora na sexta (7), segundo o Sistema Alerta Rio.

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“A frente fria deve canalizar umidade e favorecer ventos, mas, hoje, os modelos indicam uma influência menor do que no evento da semana passada”, explica o meteorologista Guilherme Borges.

A previsão é de que os ventos ganhem força ao longo da sexta (7), com o período mais crítico entre a noite e a manhã de sábado (8).

A Região Serrana, Cabo Frio e o litoral devem ser as áreas mais afetadas, com rajadas que podem se aproximar dos 100 quilômetros por hora.

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Na Região Metropolitana, os ventos devem variar de 70 a 90 quilômetros por hora.

Apesar do susto, os especialistas afirmam que o cenário não deve repetir a intensidade vista na semana passada, quando mais de duzentas árvores desabaram na cidade.

“Na outra situação tivemos praticamente duas horas de vento intenso sem trégua. Agora, a tendência é de rajadas fortes intercaladas por períodos de diminuição do vento. Ainda assim, o grau de periculosidade continua elevado”, avalia César Soares, da Climatempo.

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