Edson Davi: como caso de desaparecimento na praia chegou à Interpol
Mãe do menino de 6 anos que sumiu em 2024 formalizou pedido à PF para que seu nome seja incluído na Difusão Amarela, para encontrar desaparecidos
A mãe de Edson Davi Silva Almeida, que sumiu na Praia da Barra da Tijuca em 2024, aos 6 anos, usou as redes sociais para dizer que foi à sede da Superintendência da Polícia Federal entregar dados à Interpol sobre o menino, nesta quarta (9). Marize Araújo tinha esperança de que o filho estivesse entre as 163 crianças resgatadas na Flórida, nos Estados Unidos, em agosto. Em nota, no entanto, a PF ressalta que, “de acordo com autoridades norte-americanas, nenhuma criança brasileira está entre as 163 localizadas nos Estados Unidos recentemente, no âmbito da Operação Statewide Shield”.
A Polícia Federal informou que fez à Interpol um pedido formal para inclusão do nome de Edson Davi na Difusão Amarela, mecanismo destinado a auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, inclusive em outros países. Agora, cabe à Organização Internacional de Polícia Criminal, que conecta forças de segurança de 196 países para combater o crime transnacional, analisar as informações e decidir sobre a publicação e o compartilhamento do alerta aos países-membros da organização.
Edson Davi sumiu em janeiro de 2024. Ele estava brincando na beira do mar, enquanto os pais trabalhavam como barraqueiros na areia. Para a Delegacia de Descoberta de Paradeiros, o menino se afogou. Na época, a polícia disse que analisou câmeras em um perímetro de dois quilômetros, e nenhuma das imagens indicava que o menino saiu da praia. Os bombeiros também fizeram buscas no mar, mas nada foi encontrado. A família contratou investigadores particulares para verificar a tese de afogamento, que segundo eles, não foi confirmada.
A Operação Statewide Shield concentrou esforços para localizar crianças desaparecidas na Flórida entre 17 e 21 de agosto. A ação levou ao resgate de 163 crianças e adolescentes, de 2 meses a 17 anos, desaparecidos. Para chegar até as crianças, a força-tarefa usou inteligência em tempo real e operações de campo. A estratégia foi desenvolvida a partir de experiências de outras operações de recuperação de menores e envolveu diferentes órgãos públicos e organizações especializadas. Os casos não estavam ligados a uma única rede de tráfico de pessoas. As situações incluíam disputas de guarda, crianças que haviam fugido de casa, problemas relacionados a famílias de acolhimento, abuso, negligência e suspeitas de exploração e tráfico de pessoas.
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Após serem localizadas, as crianças que precisavam de assistência foram levadas para centros de acolhimento e recuperação, onde receberam atendimento médico, apoio de profissionais de proteção infantil, serviços sociais, assistência às vítimas e outros recursos voltados especificamente para menores.






