Aula prática: turma da NYU faz imersão em obra do edifício A noite

Em processo de retrofit, primeiro arranha-céu da América Latina recebeu 26 alunos, duas professoras e o reitor da universidade americana

Por Paula Autran 26 jun 2026, 06h02
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A noite: em processo de retrofit, prédio deve ser reinaugurado em 2027 (AZO Incorporadora/Divulgação)
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Em processo de retrofit, o edifício A Noite virou sala de aula em maio, quando recebeu 26 alunos, duas professoras e o reitor do Schack Institute of Real Estate, da New York University (NYU), para uma imersão sobre requalificação urbana, mercado imobiliário e transformações sociais nas grandes cidades.  A visita ao primeiro arranha-céu da América Latina (1929) integrou o curso Master in Science of Real Estate, cuja proposta é sair da teoria para observar, in loco, como vêm sendo redesenhados os centros históricos ao redor do mundo.

Grupo de pessoas com capacetes brancos em uma construção, observando a estrutura metálica de drywall e fiação laranja exposta
Imersão: turma percorreu espaços do térreo ao 23º andar — onde fica a cobertura, de frente para a Baía de Guanabara —, passando por um dos 447 apartamentos que já está pronto (AZO Incorporadora/Divulgação)

“O prédio, previsto para ser reinaugurado em 2027, é o exemplo perfeito de preservação de memória e requalificação do entorno”, resume a arquiteta Laura Parizi, superintendente da Azo Incorporadora, que cuida da restauração. Ela percorreu com a turma espaços do térreo ao 23º andar — onde fica a cobertura, de frente para a Baía de Guanabara —, passando por um dos 447 apartamentos que já está pronto.

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“Foi um bom desafio disputar a atenção com a vista”, conta a docente por um dia, acostumada a fazer uma ponte com a academia: “Já recebemos, por exemplo, um professor de Arquitetura da UFRJ que faz um estudo sobre reaproveitamento de materiais”. Em parceria com o Iphan, a Azo estruturou um plano para reaproveitamento e doação de mais de 2000 metros quadrados de esquadrias de madeira e ferragens históricas que não serão reintegradas à obra. Elas serão destinadas a universidades, para fins acadêmicos.

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