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Drone usado para disparar granada na Zona Norte pode percorrer até 15km

Com autonomia de 46 minutos de voo, capacidade para atingir 6km de altura e zoom digital potente, equipamento custa cerca de R$ 21 mil

Por Da Redação
9 jul 2024, 12h19

A Polícia Civil tenta identificar quem pilotava o drone que lançou uma granada no Quitungo, comunidade controlada pelo Comando Vermelho (CV). Moradores dizem que traficantes de lá e do Complexo de Israel, que ficam na Zona Norte e são rivais, têm usado os equipamentos para lançar explosivos. O modelo utilizado é o DJI Mavic 3, da marca chinesa DJI, líder na fabricação de drones no mundo. Ele tem autonomia de 46 minutos de voo e pode chegar a até 6 km de altura – apesar da orientação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para que os voos não ultrapassem os 120 metros de altura e não invadam o espaço aéreo de aeronaves tripuladas. Cada um custa entre R$ 19 mil e R$ 21 mil, no site oficial do fabricante.

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“Esse drone que aparece nas imagens é um modelo sofisticado, com bateria com autonomia para até 15 km. Se o vento estiver muito forte, se ele fizer muitas manobras ou estiver carregando muito peso, essa autonomia é reduzida. Mesmo assim ele pode facilmente percorrer grandes distâncias“, explicou ao portal G1 o piloto profissional e instrutor de voo de drones Leonardo Cardoso, que considera o modelo muito eficiente, até mesmo para transportar peso extra. Com zoom digital potente em sua câmera, o equipamento pode fazer vídeos e fotos de alta definição.

O modelo de drone utilizado nas favelas do Rio também conta com a tecnologia “piloto automático”, o chamado Return to Home: caso o controlador perca o sinal do parelho, a aeronave retorna sozinha para o ponto de decolagem. O mesmo também acontece caso a bateria do drone esteja fraca.

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Imagens divulgadas pelo G1, que teriam sido gravadas pelos próprios bandidos, mostram o monitoramento dos alvos antes do lançamento das granadas. Um dos vídeos registrou um dos ataques no Morro do Quitungo, na última terça (2). A gravação mostra que o drone levava uma granada pendurada por um barbante. Ao chegar no ponto do ataque, o controlador, que está a mais de 1 km de distância, começa a balançar a aeronave de um lado para o outro para forçar a queda da granada. O artefato explosivo cai bem perto de um ponto de venda de drogas. “Mas fazer esse solavanco, esse balanço, com o drone pode desestabilizar a aeronave e ela pode cair. Na internet você pode encontrar vídeos onde pessoas fazem isso para transportar lata de cerveja e outros itens pequenos, por exemplo”, acrescentou Cardoso.

Ainda de acordo com Leonardo Cardoso, existem drones específicos para o transporte de carga. Modelos já foram desenvolvidos para fazer entrega de mercadorias e até para o trabalho agrícola. Contudo, segundo o especialista, eles são bem maiores, próprios para isso e diferentes desses equipamentos utilizados nas favelas do Rio. Para ele, a pessoa que controlou o drone que lançou a granada na favela é alguém experiente, com conhecimento técnico do equipamento e das condições de voo.

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Segundo testemunhas, cinco homens ligados ao tráfico de drogas ficaram feridos com estilhaços da granada lançada por drone no Quitungo. A inteligência da polícia, no entanto, procurou em hospitais e não encontrou nenhuma vítima. Um drone chegou a cair na casa de uma moradora. Já no Complexo de Israel, que é dominado pelo rival Terceiro Comando Puro (TCP), as imagens mostram o drone monitorando a favela. Dessa vez, não há ataque, mas o equipamento passa bem próximo ao símbolo da comunidade, que fica na Cidade Alta.

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