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Domingos Montager é encontrado morto no Rio São Francisco

Ator foi tomar banho de rio nesta quinta (15) e não voltou mais à superfície. A atriz Camila Pitanga estava no local e avisou sobre o desaparecimento à produção

Por Redação VEJA RIO (com VEJA) - Atualizado em 5 dez 2016, 11h04 - Publicado em 15 set 2016, 19h27

O ator Domingos Montagner morreu na tarde desta quinta (15), no Sergipe, após se afogar nas águas do Rio São Francisco. O corpo foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros a uma profundidade de 18 metros, perto da Usina de Xingó, preso às pedras. Após gravar Velho Chico pela manhã, o ator almoçou e foi tomar um banho de rio em seguida. Depois do mergulho, por volta das 14h30, ele não voltou à superfície. A atriz Camila Pitanga, que faz par romântico com o artista na trama, estava no local e avisou à produção, que iniciou imediatamente as buscas. Segundo Josivânia Maria de Araújo Domingos, a Lalá, dona do restaurante Caçoá, localizado na prainha do rio onde Montagner e Camila estavam, a atriz gritava com as mãos na cabeça. Ainda de acordo com Lalá, o rio São Francisco tem uma correnteza muito forte naquela região (Prainha, na cidade de Canindé de São Francisco, na divisa com Alagoas) e é comum haver afogamento por ali. A própria Camila também quase teria se afogado, mas conseguiu se agarrar a uma pedra. Na trama, o personagem de Montagner também desaparece levado pelas correntezas do São Francisco, mas é salvo por índios. O ator deixa a mulher, Luciana Lima, atriz e produtora, e três filhos: Leo, de 11 anos, Antônio, 7, e Dante, 4.

Carreira: do circo à televisão

Montagner começou a carreira de ator no circo. Nascido em São Paulo em 26 de fevereiro de 1962, ele era formado em educação física, teatro e artes circenses. Em 1989, ingressou no Circo Escola Picadeiro e se encantou pelo universo dos palhaços. Desde 1997, estava à frente da companhia de circo e teatro La Mínima. Com 12 espetáculos, o grupo obteve grande destaque em 2008 com a montagem A Noite dos Palhaços Mudos, que rendeu a Domingos o Prêmio Shell de Melhor Ator. Em 2003, criou o Circo Zanni, do qual era diretor artístico.   

Na televisão, fez poucas participações. Estreou em 2008, aos 46 anos, no seriado Mothern, exibido no canal GNT. Em 2010, apareceu algumas vezes nos seriados Força Tarefa e A Cura, ambos da Globo. Mas foi só em sua primeira novela na emissora, Cordel Encantado (2011), que virou aposta de galã global (ganhou até a alcunha de “o novo José Mayer”). No mesmo ano, havia participado da série Divã, com Lilia Cabral.

No início de 2012, conquistou seu primeiro papel de protagonista na minissérie O Brado Retumbante, em que encarnou um sedutor presidente da república. No mesmo ano, interpretou na novela Salve Jorge o guia turístico Zyah, que se apaixona por Bianca, personagem de Cleo Pires. No ano seguinte, viveu o ativista Mundo em Joia Rara. Em 2015, foi escalado para protagonizar o folhetim Sete Vidas no papel de Miguel, um homem doador de sêmen que descobre ter sete filhos, e o delegado Espinosa na série Romance Policial – Espinosa, do GNT.

Já no cinema, Montagner estrelou trabalhos como Gonzaga – de Pai para Filho (2012), A Grande Vitória (2014), Vidas Partidas (2015) e Um Namorado Para Minha Mulher (2016), atualmente em cartaz.

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