Desafio da Ponte divide a opinião de corredores

Nas redes sociais, participantes se dividem entre críticas à organização e defesa do cumprimento do tempo limite da prova

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 ago 2026, 12h43
Multidão de corredores em uma maratona, ocupando uma das pistas de uma ponte, com carros na pista ao lado e cones de sinalização separando as vias
Desafio da Ponte: Nas redes sociais, participantes se dividem entre críticas à organização e defesa do cumprimento do tempo limite da prova (./Divulgação)
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Desafio da Ponte, meia maratona que reuniu cerca de 6 mil corredores que atravessaram a Ponte Rio-Niterói na manhã deste domingo (2), terminou cercado de controvérsias. Embora muitos participantes tenham comemorado a conclusão dos 21 quilômetros dentro do tempo máximo estabelecido (3 horas), outros relataram problemas na organização e disseram ter sido impedidos de concluir a prova.

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A largada aconteceu a partir das 6h30, na Rua Professor Plínio Leite, em Niterói, em frente ao Caminho Niemeyer. Os atletas foram divididos em ondas, e o último grupo iniciou o percurso por volta das 6h55. Segundo relatos, cerca de 55 minutos depois, parte dos corredores foi surpreendida por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que informaram que eles estavam desclassificados e deveriam deixar a pista.

Participantes afirmam que tentaram contestar a decisão, mas dizem ter sido tratados de forma hostil pelos agentes. De acordo com os relatos, alguns ouviram que poderiam ser presos caso ultrapassassem a barreira montada pela corporação para impedir a continuidade da prova.

Um dos corredores, que pediu para não ser identificado, afirma que o regulamento do evento estabelecia um tempo limite de três horas a partir da largada da última onda para a conclusão da meia maratona. Pelas contas dos participantes, esse prazo terminaria por volta das 9h30. No entanto, segundo ele, o grupo foi retirado do percurso por volta das 7h50, quase uma hora e quarenta minutos antes do horário previsto, e orientado a embarcar nos ônibus disponibilizados pela organização. “Achei um desrespeito com os participantes”, postou um internauta. 

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No entanto, outros saíram em defesa da medida adotada pelos organizadores. “Gente, 1h de prova com menos de 7km, vocês queriam terminar 21km em quanto tempo? Por isso que se chama TEMPO DE CORTE”, defendeu um inscrito. “O nome é corrida da ponte amigo não é caminhada da ponte não”, fez coro outro. 

A organização do Desafio da Ponte e a Polícia Rodoviária Federal ainda não se manifestaram. 

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