Defesa de Oruam alega que rapper tem quadro gravíssimo de tuberculose

Advogados sinalizam agravamento do estado de saúde do cantor, mas Justiça mantém prisão preventiva

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 jun 2026, 15h18
Solto com ressalvas: a justiça determinou a soltura de Oruam, mas estabeleceu medidas cautelares, como o uso da tornozeleira eletrônica.
Oruam: defesa alega agravamento de estado de saúde, mas Justiça mantém prisão do rapper (Reprodução/Instagram)
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A defesa do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, afirmou ao Tribunal de Justiça do Rio que o artista enfrenta um “quadro de saúde gravíssimo” em decorrência de tuberculose. Em pedido de revogação da prisão preventiva, os advogados alegam que ele perdeu cerca de cinco quilos no último mês, apresenta tosse crônica e já desenvolveu lesões nos tecidos pulmonares. A solicitação, no entanto, foi negada pela juíza Tula Correa de Mello no último dia 18, que decidiu manter a ordem de prisão preventiva. O cantor é considerado foragido desde 3 de fevereiro.

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A prisão foi decretada no âmbito da ação penal em que Oruam responde por tentativa de homicídio qualificado. O processo teve origem em investigação conduzida pela 16ª Delegacia de Polícia (Barra da Tijuca). Durante a apuração do caso, o artista chegou a permanecer preso por 50 dias no ano passado.

A denúncia está relacionada a um episódio ocorrido em 21 de julho de 2025. Na ocasião, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram até a residência onde o rapper vivia, no Joá, Zona Oeste do Rio, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente apontado como integrante da chamada “Equipe do Ódio”, grupo associado ao Comando Vermelho. Segundo a investigação, o jovem, que descumpria medidas socioeducativas em regime de semiliberdade, conseguiu fugir após ser colocado em uma viatura descaracterizada que teria sido alvo de pedradas arremessadas por Mauro e outros homens que estavam no local.

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Imagens gravadas pelos próprios envolvidos durante a confusão foram incorporadas ao inquérito policial e serviram como parte dos elementos que fundamentaram o pedido de prisão do rapper.

Três dias após o episódio, Oruam se apresentou à polícia e foi encaminhado ao Complexo de Bangu, onde permaneceu preso por cerca de 50 dias. Posteriormente, a Justiça substituiu a prisão por medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. De acordo com a decisão judicial, o artista teria descumprido as condições impostas ao violar o monitoramento eletrônico, o que levou à expedição de uma nova ordem de prisão. Desde o início de fevereiro, ele não foi localizado pelas autoridades.

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