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Daniela Alvarenga: ‘Para a pele, disciplina vale mais que produto caro’

A dermatologista participou da série Colunistas Ao Vivo e falou sobre a rotina de cuidados dermatológicos durante a pandemia

Por Bruna Motta Atualizado em 19 out 2020, 15h03 - Publicado em 13 ago 2020, 13h31

A dermatologista Daniela Alvarenga foi a convidada da série Colunistas ao Vivo desta quarta (12). Em pauta, os cuidados com a pele durante a pandemia. Entre as dicas, ela falou sobre como ter uma boa pele mesmo se expondo ao sol.

No fim do bate-papo realizado no perfil do Instagram de Veja Rio, a médica indicou a biografia de um ídolo do seu esporte favorito, o beach tênis. Abaixo, alguns destaques da conversa:

Deficiência de vitamina D na quarentena

“Existe uma briga entre quem defende a exposição ao sol e os que defendem ou não tomar sol, ou com filtro e fazer reposição com vitamina D. A cidade do Rio tem toda essa luminosidade, então é difícil quem vive aqui não absorver isso. Seja andando na rua, se exercitando. Minha linha é a do uso do filtro solar e, se precisar, fazer a suplementação oral. É supereficaz. Mas não fazer o sol de inimigo. Vale fazer o exame para dar uma checada se está com alguma deficiência”.

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Melasma

“O melasma existe em alguns níveis. Às vezes, ele parece melhor na superfície, mas dentro está mais profundo e, caso não cuide direito, ele acaba aparecendo na pele. O melhor tratamento é aquele que fazemos todos os dias, não tem jeito. Gosto muito do método de microagulhamento, alguns peelings superficiais. Filtro solar é absolutamente importante e cada vez mais os suplementos orais ganham espaço”.

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Influenciadoras sociais

“As influenciadoras não têm conhecimento o suficiente para darem esse tipo de indicação, isso é dever do médico. Uma coisa é compartilhar o que você está usando, mas algumas vão bastante além. Muita adolescente vai até o meu consultório com alergia, sensibilidade por causas dessas máscaras e maquiagens que não são para o tipo de pele. Infelizmente isso é uma coisa que temos de ter bastante cuidado. Entendo que seja um trabalho, mas eu particularmente não indico cosméticos”.

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Celulite

“Adoraria que existisse um tonificante corporal que desse um jeito de vez.  Mas a penetração do creme é muito pequena, não chega aonde tem que chegar para a tonificação. O que a gente melhora é a textura, a aparência. Cremes para ajudar precisam ser manipulados. E ainda precisar ser algo aliado a uma boa alimentação e exercício”.

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Novos cabelos

“Existem várias coisas que ajudam a nascer cabelo. Desde shampoo e vitaminas até suplementos, lasers e migroagulhamento. Evoluiu muito o tratamento capilar dermatológico, atingimos melhores resultados. Importante sempre procurar a causa. Exige uma continuidade. Um cabelo demora três meses para parar de cair e a partir disso temos novos cabelos”.

Máscara e espinha

“A máscara não causa espinha em quem não tem tendência a fazer espinha, mas quem tem a gente até está chamando de “mascne”. A máscara abafa muito, atua como barreira física. Qualquer barreira física piora as espinhas. A respiração abafada produz calor, aumenta produção de sebo, mais bactéria naquele lugar. Quem fica menos tempo com a máscara tem menos tendência. A recomendação: depois que tirar a máscara é bom fazer higienização”.

Tratamentos mais procurados

“A relação com o consumo no geral vai mudar e já mudou bastante. Estamos entrando numa nova fase. Na minha opinião vai ser bom. As pessoas ficaram um pouco mais criteriosas, aquele automático fazer por fazer não está acontecendo. Estão bem mais conscientes. A escolha do profissional vai ficar mais em alta. A procura de agora na clínica, por exemplo, é o botox. Como a testa é a parte que fica fora da máscara, estão mais preocupados com isso. A renovação celular também vem sendo procurada, assim como clareamento e contorno facial”.

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Start contra o tempo

“É bom uma rotina de cuidado com a pele o quanto antes. Bom ser desde adolescente para criar disciplina. É preciso fazer uma higiene adequada, usar filtro solar, isso já vai ajudando. Com o tempo, as orientações vão se adequando. A partir dos 30 é uma boa idade para prevenção. Para cuidar da pele disciplina é mais importante que produtos caros.”

Livro: Agassi – Editora Intríseca

 

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