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Crimes de letalidade violenta caem 2,4% em julho, diz secretário

A polícia do estado vem apreendendo uma arma de fogo por hora, só no primeiro semestre foram mais de 300 fuzis apreendidos

Por Luna Vale - 22 ago 2017, 12h39

O secretário de Estado de Segurança do Rio, Roberto Sá, disse nesta segunda (21) que, segundo dados de julho de 2017 do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, houve redução de 2,4% nos crimes de letalidade violenta na comparação ao mesmo mês do ano passado, quando houve grande aparato de segurança e de defesa no Rio diante da proximidade dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. “Me parece que a gente, mesmo com menos recursos conseguiu preservar aquilo que é mais precioso, que é a vida”.

A informação foi divulgada, em entrevista, após reunião com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na região central do Rio para avaliar operação conjunta polícias estaduais, federais e as Forças Armadas no Rio que prendeu 43 pessoas, onze armas, granadas, drogas e munições em oito comunidades na zona norte do Rio.

O secretário disse que, todos os dias, as polícias do estado apreendem armas e que, de acordo os dados do ISP no mês de julho, foram apreendidas 712 armas de fogo. A polícia do estado vem apreendendo uma arma de fogo por hora, só no primeiro semestre foram mais de 300 fuzis apreendidos.

“Essas armas serão retiradas das mãos dos criminosos. Eu acho que o Brasil tem que buscar, não só apreendermos,é também fazer o máximo que pudermos para evitar que elas cheguem. Isso vai ser um ponto, o auge das nossas ações”, disse.

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UPPs

Roberto Sá reafirmou que a política de instalação de unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas comunidades como a do Jacarezinho precisa de correção diante dos problemas que vem apresentando “em uma ou outra área” a partir de 2013. A secretaria, segundo ele, faz uma avaliação permanente para a busca de melhorias.

“Na região se houve confrontos com outras forças policiais, mesmo tendo UPP, é porque o crime se reorganizou, novas armas chegaram e antigos ou novos criminosos começaram a aterrorizar pessoas, trabalhadores e até mesmo policiais. A polícia não vai descansar enquanto não colocar esses criminosos atrás das grades”, disse.

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