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Coronavírus: Crivella anuncia reabertura de teatros e cinemas no Rio

A partir da próxima segunda (14), opções culturais da cidade funcionarão com 50% da capacidade; estádios devem voltar a receber público no fim do mês

Por Cleo Guimarães - Atualizado em 12 set 2020, 14h26 - Publicado em 11 set 2020, 18h50

O prefeito Marcelo Crivella anunciou, no fim da tarde desta sexta (11), uma nova fase de flexibilização das atividades da cidade – na verdade, trata-se de um “ajuste” da fase 6A, oficialmente a penúltima do processo de retomada. Entre as medidas publicadas em decreto, estão a reabertura de teatros e cinemas do município e, segundo o prefeito, um “rigor muito maior” na fiscalização de aglomerações.

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Crivella divulgou o dia 14 de setembro, próxima segunda, como a data escolhida para o retorno de boa parte da programação cultural da cidade. “Cinemas e teatros voltam com 50% da capacidade, tranquilinhos, sempre com higienização entre as apresentações e lugares marcados para a plateia”, disse.

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Comer pipoca durante as sessões é proibido, já que a comercialização de alimentos e bebidas não está autorizada nestes locais.  De acordo com o prefeito, as partidas de futebol no Maracanã também serão liberadas em breve. “Isso vai acontecer daqui a pouco, provavelmente no fim do mês”. Para Crivella, os jogos do campeonato brasileiro – que no início da flexibilização, devem ter público de até 12 000 pessoas -, podem ajudar a esvaziar as praias nos fins de semana. “No Maracanã é mais fácil controlar o uso de máscara do que nas areias”, afirmou.

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O prefeito iniciou a entrevista coletiva comemorando o “ótimo relacionamento atual” com o governo estadual, e salientou que as medidas de relaxamento foram decididas em comum acordo com o governador interino, Cláudio Castro. A única divergência entre os poderes ficou por conta de um detalhe: o horário em que passa a vigorar a proibição da venda e do consumo de bebidas alcoólicas nas ruas da cidade.

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Para o governo, o limite seria às 21h. O prefeito, no entanto, optou por fixar o prazo uma hora depois – ou seja, às 22h, numa tentativa de evitar aglomerações próximas às zonas boêmias da Zona Sul e da Zona Oeste, principalmente. (“A Barra e Leblon são um problema sério”, disse). As penalidades aplicadas aos estabelecimentos que descumprirem o decreto serão mais severas, disse o superintendente da Vigilância Sanitária, Flávio Graça. “Além da multa gravíssima, de até treze mil reais, quem desrespeitar o decreto pode ser interditado por até uma semana e até perder o alvará”.

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Também foi anunciado que o comércio de rua poderá trabalhar em horário livre (até então a autorização de funcionamento era a partir das 11h). Em relação às praias, o prefeito confirmou a decisão do governador de proibir o estacionamento na orla, do Leme ao Pontal, nos fins de semana e feriados.

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