Confusão com Ed Motta no Grado: quanto deu a conta da mesa do cantor?
Entenda os bastidores da noite turbulenta no restaurante, que terminou em agressão, discussão, acusações de xenofobia e caso de polícia
A confusão envolvendo o cantor Ed Motta no restaurante Grado, no Jardim Botânico, ganhou novos desdobramentos. O episódio aconteceu em uma madrugada de sábado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e começou por causa da cobrança de taxa de rolha no valor de R$ 100,00 — valor cobrado por restaurantes quando clientes levam suas próprias garrafas de vinho.
Segundo relatos exibidos pelo Fantástico, da TV Globo, a conta final do grupo teria ultrapassado os R$ 7 000,00. Funcionários ouvidos pela reportagem afirmaram que a discussão começou após divergências sobre a cobrança da taxa. Um garçom, que preferiu não se identificar, relatou que o clima rapidamente saiu do controle e que integrantes do grupo passaram a fazer comentários ofensivos contra funcionários da casa.
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De acordo com o depoimento exibido, uma das frases ouvidas teria sido: “Vou embora antes que eu faça alguma coisa com esse paraíba”. O funcionário também contou que, mesmo depois da saída de Ed Motta, amigos que estavam na mesa seguiram discutindo com clientes de outro grupo.
A situação terminou em agressões, conforme mostrou as imagens da câmera de segurança do restaurante. Um dos clientes da mesa vizinha relatou que levou um soco e foi atingido por uma garrafa arremessada contra ele. O ato resultou em seis pontos cirúrgicos na cabeça. Em nota, a vítima, que não quis se identificar, afirmou que “todo o processo legal está sendo conduzido para que a justiça defina a pena indicada”.
Ainda segundo o relato do garçom, o episódio não impediu que integrantes da mesa continuassem fazendo pedidos normalmente após a briga. Um deles teria solicitado que uma garrafa de espumante fosse colocada no gelo. A polícia foi chamada, mas os agressores deixaram o restaurante antes de sua chegada.
Em entrevista ao jornal O Globo, Ed Motta admitiu que havia consumido bebida alcoólica e afirmou ter perdido o controle durante a discussão. O cantor confirmou que jogou uma cadeira no chão, mas negou ter atingido qualquer pessoa.
O artista também apresentou outra versão para o episódio. Segundo ele, pessoas que estavam em sua companhia teriam sido alvo de ataques homofóbicos e xenofóbicos feitos por clientes de outra mesa.
Em nota, os proprietários do Grado reforçaram as acusações de preconceito envolvendo integrantes do grupo ligado ao cantor. O caso é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.







