Caso do ciclista revela esquema de segurança ilegal em Copacabana

Dois dos quatro presos trabalhariam como seguranças de estabelecimentos do bairro; caso é tratado como homicídio triplamente qualificado

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 set 2026, 12h08
Dois homens em uma calçada à noite, um de camiseta escura e outro de jaqueta azul e branca, empurrando uma bicicleta. Um terceiro homem, à direita, carrega uma mochila vermelha de entregas
Morte em Copacabana: vídeo de segurança mostra suspeitos de espancar ciclistas até a morte (./Reprodução)
Continua após publicidade
Caso do ciclista revela esquema de segurança ilegal em Copacabana Priorizar nos meus resultados Google

A Polícia Civil investiga a atuação de um grupo que prestaria serviços clandestinos de segurança privada em Copacabana, na Zona Sul do Rio. A apuração surgiu no inquérito sobre a morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, espancado depois de ser acusado, sem provas, de furtar a bicicleta que carregava.

Segundo o delegado Ângelo Lages, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, dois dos quatro presos por envolvimento no crime, integrariam o mesmo grupo de segurança irregular. Embora trabalhassem em ruas diferentes do bairro, os dois mantinham contato e circulavam com porretes. As informações são do UOL.

As investigações apontam que Jorge teria abordado Cláudio na Rua Barata Ribeiro. Até o momento, porém, não foram encontrados indícios de que ele tenha participado diretamente do espancamento. Já Davi aparece em imagens de uma câmera de segurança desferindo cerca de trinta golpes com um pedaço de madeira contra a vítima.

+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui

Continua após a publicidade

Também foram presos os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva. De acordo com a reportagem, três investigados confessaram participação no crime, enquanto Ailton permaneceu em silêncio. A polícia ainda procura um quinto homem, filmado chutando a cabeça de Cláudio durante as agressões.

Um dos seguranças declarou em depoimento que abordou o ciclista após receber de um morador a informação de que ele teria roubado a bicicleta. A polícia, entretanto, ainda não encontrou imagens que sustentem essa versão. A bicicleta pertencia a uma das irmãs de Cláudio e havia sido emprestada a ele.

Continua após a publicidade

O crime aconteceu na noite de 11 de agosto. Ele foi levado com vida ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas morreu em consequência de traumatismo craniano e hemorragia interna. Também apresentava costelas quebradas.

Continua após a publicidade

Conhecido como Bart, Cláudio fazia acompanhamento por transtornos psicológicos e não tinha antecedentes criminais, segundo a família. A principal linha de investigação é de homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, emprego de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. A Polícia Civil também apura se a circulação, nas redes sociais, de vídeos de supostos justiceiros agredindo suspeitos pode ter estimulado o ataque.

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Banner promocional em fundo verde-escuro com texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias e um ícone de árvore verde-clara.Mão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O mês é do cliente. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com ícone de árvore no canto superior direito
Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 32,90/mês