Caso do ciclista revela esquema de segurança ilegal em Copacabana
Dois dos quatro presos trabalhariam como seguranças de estabelecimentos do bairro; caso é tratado como homicídio triplamente qualificado
A Polícia Civil investiga a atuação de um grupo que prestaria serviços clandestinos de segurança privada em Copacabana, na Zona Sul do Rio. A apuração surgiu no inquérito sobre a morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, espancado depois de ser acusado, sem provas, de furtar a bicicleta que carregava.
Segundo o delegado Ângelo Lages, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, dois dos quatro presos por envolvimento no crime, integrariam o mesmo grupo de segurança irregular. Embora trabalhassem em ruas diferentes do bairro, os dois mantinham contato e circulavam com porretes. As informações são do UOL.
As investigações apontam que Jorge teria abordado Cláudio na Rua Barata Ribeiro. Até o momento, porém, não foram encontrados indícios de que ele tenha participado diretamente do espancamento. Já Davi aparece em imagens de uma câmera de segurança desferindo cerca de trinta golpes com um pedaço de madeira contra a vítima.
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Também foram presos os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva. De acordo com a reportagem, três investigados confessaram participação no crime, enquanto Ailton permaneceu em silêncio. A polícia ainda procura um quinto homem, filmado chutando a cabeça de Cláudio durante as agressões.
Um dos seguranças declarou em depoimento que abordou o ciclista após receber de um morador a informação de que ele teria roubado a bicicleta. A polícia, entretanto, ainda não encontrou imagens que sustentem essa versão. A bicicleta pertencia a uma das irmãs de Cláudio e havia sido emprestada a ele.
O crime aconteceu na noite de 11 de agosto. Ele foi levado com vida ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas morreu em consequência de traumatismo craniano e hemorragia interna. Também apresentava costelas quebradas.
Conhecido como Bart, Cláudio fazia acompanhamento por transtornos psicológicos e não tinha antecedentes criminais, segundo a família. A principal linha de investigação é de homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, emprego de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. A Polícia Civil também apura se a circulação, nas redes sociais, de vídeos de supostos justiceiros agredindo suspeitos pode ter estimulado o ataque.







