Ciclista morto após agressões em Copacabana levou trinta pauladas

Imagens de câmeras de segurança mostram que Cláudio Rafael Landeiro foi atacado durante cerca de sete minutos por três homens; caso é investigado pela 12ª DP

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 ago 2026, 12h40 | Atualizado em 20 ago 2026, 12h49
Dois homens em uma calçada à noite, um de camiseta escura e outro de jaqueta azul e branca, empurrando uma bicicleta. Um terceiro homem, à direita, carrega uma mochila vermelha de entregas
Morte em Copacabana: vídeo de segurança mostra suspeitos de espancar ciclistas até a morte (./Reprodução)
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Imagens de câmeras de segurança revelam a violência do ataque que terminou com a morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, em Copacabana. Acusado injustamente de furtar uma bicicleta, ele recebeu pelo menos trinta pauladas, além de socos e chutes, durante uma agressão que se estendeu por cerca de sete minutos.

O crime aconteceu na madrugada de 12 de agosto, em frente ao Edifício Helena, na Rua Felipe de Oliveira. Na gravação, feita por volta de 0h04, Cláudio aparece sentado na escadaria do prédio quando três homens se aproximam. Dois chegam de bicicleta, com mochilas de entregadores, enquanto o terceiro está a pé e carrega o objeto usado para golpeá-lo.

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As imagens mostram os agressores se revezando nos ataques. Cláudio ainda tenta se esquivar, mas é segurado e atingido repetidamente, inclusive na cabeça. Depois de cair na calçada, ele continua sendo agredido. O local foi periciado nesta quarta-feira (19).

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Horas antes, Cláudio havia sido abordado por um segurança na Rua Barata Ribeiro, sob a suspeita de que a bicicleta em sua posse fosse roubada. O vigilante admitiu ter dado um soco no braço da vítima, mas negou envolvimento no espancamento. Segundo ele, um grupo de entregadores levou Cláudio à força para a Rua Felipe de Oliveira.

A família afirma que a bicicleta pertencia a uma das irmãs de Cláudio. Parentes também relataram que ele enfrentava transtornos psicológicos e recebia acompanhamento profissional. Conhecido como Bart, ele havia trabalhado como assistente administrativo na Dataprev.

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Cláudio foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas morreu no dia 12. Segundo a família, ele sofreu uma fratura no crânio e paradas cardiorrespiratórias. A Polícia Militar informou que não foi acionada durante as agressões. O caso é investigado pela 12ª DP (Copacabana).

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