Carnaval 2027: quais são os enredos já divulgados pelas escolas de samba
Agremiações vão homenagear grandes nomes do gênero musical e livros com reflexões sociais na avenida
No carnaval do Rio de 2027, as escolas de samba enaltecem a trajetória de grandes nomes do gênero, como Monarco e Tia Ciata.
As histórias de Torto Arado e Cabeça do Santo, ambos livros que refletem sobre a realidade brasileira, também inspiram alguns dos desfiles que tomam conta do Sambódromo ano que vem.
Nove das doze escolas que se apresentarão no Grupo Especial já escolheram enredos. Abaixo, confira os confirmados:
Acadêmicos do Salgueiro
Laroyê Xica da Silva: A História por Trás da História, uma releitura da trajetória de Xica da Silva, baseada nos documentos inéditos incluídos em seu testamento.
Beija-Flor
Com Zeneida: o sopro do pó de louro, a escola homenageia a pajé marajoara, ambientalista e escritora Zeneida Lima.
Imperatriz Leopoldinense
A história do desparecimento de uma boneca sagrada do maracatu de Olinda é contada em A Memória do Rei e o Sumiço de Dona Júlia.
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Mangueira
Oyá por nós será sobre a orixá Oyá, também conhecida como Iansã, que é cultuada no Candomblé como a divindade associada aos ventos, às tempestades e às transformações.
Mocidade Independente
Inspirado na obra América Invertida, feita em 1943 pelo uruguaio Joaquín Torres García, o desfile de Latinamente Independente – Nosso norte é o Sul em Remanifesto vai colocar a América Latina como protagonista, ao invés dos Estados Unidos, discutindo uma nova ordem no continente.
Paraíso do Tuiuti
A proposta de Ciata: a mãe preta do samba é contar a trajetória de uma das grandes matriarcas do samba. Afinal, foi na casa de Tia Ciata, no Centro do Rio, onde surgiram as rodas que ajudaram a consolidar o gênero na cidade.
Portela
Em Ao mestre, com carinho, a agremiação homenageia um de seus maiores nomes: o cantor e compositor Monarco (1933–2021).
Unidos da Tijuca
A Cabeça do Santo será desenvolvido a partir do livro homônimo de Socorro Acioli, cuja trama se baseia na história verídica de uma imensa estátua de Santo Antônio que, por quase 40 anos, ficou com a cabeça deixada ao chão em Caridade, sertão do Ceará.
Vila Isabel
Torto arado – sobre a terra há de viver sempre o mais forte será inspirado em Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, transformando o romance em uma narrativa carnavalesca focada na luta quilombola e no Jarê, religião de matriz africana tradicional da Chapada Diamantina.
Viradouro
Griô vai enaltecer as pessoas responsáveis por contar e preservar histórias, saberes e tradições das culturas africanas por meio da oralidade, os griôs.





