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Cariocas aderem a campanha antirracista nas redes sociais

Entenda o movimento que surgiu nas mídias sociais durante onda de protestos nos Estados Unidos - e no Brasil - que vem ocorrendo desde 25 de maio

Por Marcela Capobianco - 2 jun 2020, 12h37

Cariocas –  celebridades ou não – aderiram, nas redes sociais, à campanha ‘Blackout Tuesday’, que descente da hashtag #VidasNegrasImportam (do inglês #BlackLivesMatter). O protesto silenciosos consiste em postar uma foto com fundo preto e apenas a tag #BlackoutTuesday.

Felipe Bronze: chef e apresentador de TV aderiu à campanha #BlackoutTuesday Reprodução/Instagram

Desde o dia 25 de maio, uma onda de protestos toma conta dos Estados Unidos e de diversas cidades ao redor do mundo, inclusive o Rio de Janeiro, pedindo o fim da discriminação racial. A reação foi motivada pelo assassinato de George Floyd, homem negro, de 40 anos, por um policial na cidade de Minneapolis, nos EUA. Floyd, um ex-segurança  que perdeu o emprego por conta da crise econômica provocada pelo coronavírus.

Regina Casé: atriz, mãe de um filho negro, está na campanha Reprodução/Instagram

Em um vídeo que rodou o mundo, Floyd aparece no chão, imobilizado. O policial aperta o pescoço dele durante 8 minutos e 46 segundos, que diz mais de uma vez que não consegue respirar. De acordo com a polícia local, o homem negro foi abordado por supostamente usar notas falsas em um mercado. Desde então, Floyd foi alçado a símbolo da violência causada pelo racismo estrutural.

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No último domingo (31), centenas de pessoas participaram de uma manifestação em frente ao Palácio Guanabara, em Laranjeiras, sede do governo do estado. Eles pediam o fim da violência policial no Rio, que em menos de uma semana vitimou os jovens João Pedro, de 14 anos, em uma operação policial em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, e João Vitor, de 18 anos, na Cidade de Deus, Zona Oeste da cidade.

Fabio Swarcwald: diretor do MAM na campanha Reprodução/Instagram

+ Como falar sobre racismo com os filhos?

O adolescente João Pedro Mattos Pinto foi atingido por um tiro de fuzil calibre .556 pelas costas, dentro da casa de seus tios, na comunidade do Salgueiro, em 18 de maio. Inicialmente, os policiais afirmaram em depoimento ter disparado cerca de 20 vezes, mas alteraram a versão e admitiram ter dado mais de 60 tiros durante a operação. Já a morte de João Vitor, em 20 de maio, aconteceu após a entrada de um veículo blindado da PM na comunidade.

No Rio, 75% das vítimas de homicídio são negras, de acordo com dados do Atlas da Violência. Veja Rio repudia toda e qualquer forma de discriminação e adere ao movimento #BlackoutTuesday. Convidamos nossos leitores a se unirem também à luta antirracista.

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