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Atriz participa de um grupo de palhaços

A carioca Flávia Reis atua na ala infantil dos hospitais

Por Thaís Meinicke Atualizado em 5 dez 2016, 12h42 - Publicado em 25 set 2014, 10h33

 

Um dos personagens preferidos da atriz Flávia Reis, 39 anos, passa ao largo das caracterizações que ela assume no teatro e em programas de humor como Zorra Total, da Globo, e Vai que Cola, do Multishow. Trata-se de Nena, uma palhaça de jaleco branco, nariz e sapatos vermelhos que circula pelos hospitais públicos da cidade. Seu objetivo é alegrar a dura rotina das crianças internadas nas instituições. “A ideia é resgatar o momento da brincadeira na vida dessas crianças”, explica. Flávia começou a se exibir para pacientes infantis quando era aluna da Escola Nacional de Circo, há quinze anos. A princípio, atuava como parte de um grupo organizado por uma ONG suíça. Depois, foi coordenadora da equipe carioca do tradicional projeto Doutores da Alegria, até que, em 2009, formou seu próprio grupo: o Roda Gigante. Desde então, já atendeu aproximadamente 90 000 crianças. A equipe é composta de dez “doutores palhaços”, que, divididos em duplas, vão a instituições hospitalares duas vezes por semana.

“Nosso trabalho ajuda as crianças a lidar com as dificuldades da rotina hospitalar”

Se, no início do trabalho, o grupo ficava um pouco deslocado no ambiente hospitalar, hoje a importância dos palhaços para a recuperação das crianças já é reconhecida, e eles são tratados como parte da equipe por médicos e enfermeiros. “Ao longo desses anos, conseguimos comprovar que nossa atuação ajuda as crianças a lidar com as dificuldades da situação”, explica Flávia, que ressalta que boa parte do trabalho é feita de improviso. “Cada criança recebe os palhaços de um modo diferente, e temos de perceber isso para saber como interagir da forma que seja melhor para elas.” Além das atividades com os pacientes infantis, o Roda Gigante promove oficinas com funcionários dos hospitais e alunos de projetos sociais. “Todos falam que faço um trabalho difícil, mas é muito prazeroso. Acho que é uma maneira de contribuir para um mundo mais justo e feliz”, conclui.

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