Bullying: o que se sabe sobre caso da aluna agredida em escola da Zona Oeste

Adolescente era alvo de bullying havia seis meses. Segundo a mãe, escola foi acionada, mas medidas não surtiram efeito

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 Maio 2026, 17h53
Bullying em Bangu: jovem é agredida por outra aluna em escola municipal
Bullying em Bangu: jovem é agredida por outra aluna em escola municipal (./Reprodução)
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Uma jovem de 15 anos teve o maxilar e os dentes quebrados após ser agredida em frente à Escola Municipal Raphael Almeida Magalhães, em Jardim Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro. 

De acordo com a família, a jovem sofria bullying há seis meses.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que uma adolescente, sem uniforme escolar, avança sobre a vítima e a agride puxando o cabelo e a jogando no chão.

Em seguida ela ainda recebe socos e chutes.

A agressão ocorreu na terça (19) e foi registrada na 34ª DP (Bangu). De acordo com a mãe da estudante, a direção da escola já tinha sido informada sobre episódios anteriores de perseguição e intimidação, mas as medidas tomadas teriam sido ineficazes.

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A vítima foi atendida no Hospital Municipal Albert Schweitzer, onde recebeu os primeiros cuidados, passou por exames de imagem e foi avaliada por uma equipe multidisciplinar, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

Depois de um período de observação, a jovem recebeu alta.

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A mãe da adolescente afirmou que a filha era alvo de um grupo de garotas.

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“Minha filha já vinha sofrendo ameaças físicas e psicológicas por meninas que viviam fazendo bullying com ela. A gente recorreu à secretaria do colégio. Teve uma que já tinha tentado agredir ela. A gente chamou a polícia, só que nada adiantou”, disse.

Ela contou como foi a reação da família e cobrou providência das autoridades.

“Isso mexeu com todo mundo lá de casa. Desestruturou a minha família. Ela está com trauma, está com medo. E não está com vontade nenhuma de voltar para a escola. Alguém precisa parar essas meninas. Que a Polícia Civil, alguém, algum órgão tome uma atitude relacionada a essas meninas junto com o Conselho Tutelar. Como mãe, eu peço justiça pela vida da minha filha.

O que dizem as autoridades?

A Secretaria Municipal de Educação declarou que condena qualquer tipo de agressão, seja dentro ou fora do ambiente escolar.

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Segundo a pasta, a adolescente apontada como autora da agressão já havia sido transferida para outra turma antes do ocorrido. Após o episódio, ela foi encaminhada para uma outra unidade escolar.

A SME informou ainda que a vítima e seus familiares estão recebendo acolhimento e acompanhamento, além da abertura de uma sindicância para apurar o caso, que também foi levado ao Conselho Tutelar.

De acordo com a secretaria, profissionais do Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Escolas (NIAP), composto por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos, estiveram na escola na quarta (20) para oferecer suporte à comunidade escolar.

A Polícia Civil informou que as responsáveis legais pelas adolescentes e a diretora da escola prestaram depoimento na 34ª DP (Bangu).

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Segundo a corporação, diligências estão em andamento para esclarecer os fatos.

Bullying é crime

O bullying passou a ser considerado crime no Brasil em 2024 com a aprovação da Lei 14.811/2024, que alterou o Código Penal.

A prática é definida como violência física ou psicológica realizada de forma intencional e repetitiva. Nos casos presenciais, a punição prevista é multa, desde que a conduta não se enquadre em crimes mais graves, como ameaça ou lesão corporal.

Quando o bullying ocorre pela internet, redes sociais ou outras plataformas digitais, a pena pode variar de 2 a 4 anos de prisão, além do pagamento de multa.

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Se o ato for praticado por menores de 18 anos, ele é tratado como ato infracional, seguindo as determinações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Caso presencie ou sofra bullying, denuncie pelo Disque 100.

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