Briga no Grado: criadora de conteúdo diz ter sido intimidada por advogado de dono do Escama

Natália Olliveira, à frente do perfil O Que Fazer no Rio, teria ofendido a reputação dos restaurantes e a honra objetiva e subjetiva do empresário

Por Marcela Capobianco 13 Maio 2026, 10h30 | Atualizado em 13 Maio 2026, 15h41
Diogo-Couto-Natália-Olliveira
Diogo Couto e Natália Olliveira: advogado do empresário pede que influenciadora se retrate após comentários sobre confusão no Grado (TYomás Vélez e Divulgação/Divulgação)
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A briga no italiano Grado, ocorrida no dia 2 de maio, envolvendo o cantor Ed Motta e o empresário Diogo Couto, proprietário dos restaurantes Escama e Henriqueta, segue rendendo.

Na última segunda (11), o advogado de Diogo Couto, Francisco Cordeiro, entrou em contato com a criadora de conteúdo Natália Olliveira, do perfil @oquefazernorio, pedindo retratação por um vídeo que ela postou nos stories do Instagram. Ela alega se sente intimidada.

“A senhora fez publicações na rede social Instagram ofendendo a reputação dos restaurantes, bem como a honra objetiva e subjetiva do meu cliente, faltando com a verdade”, afirma na mensagem (veja o print da tela abaixo).

Em seguida, o advogado ameaça processar Natália caso ela não se retrate imediatamente.

Não identificamos qualquer ilicitude ou irregularidade na publicação da página O Que Fazer no Rio, razão pela qual não há fundamento jurídico ou ético que justifique uma retratação”, explica o advogado da criadora de conteúdo, Sergio Oliveira, a VEJA RIO.

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Oliveira afirma ainda que entrou em contato com o colega, a fim de questionar alguns pontos do pedido de retração. “No vídeo, Natália limitou-se a a repercutir um fato amplamente divulgado pela imprensa, e essa circunstância afasta qualquer alegação de divulgação clandestina, manipulação de informação ou criação de narrativa falsa”, explica.

No vídeo postado nos stories (que ficam apenas 24 horas no ar) no dia 8 de maio, Natália repercutiu o quiprocó no Grado, chamando a atenção para o fato de que um dos envolvidos é dono de restaurantes.

“Cenas de violência me revoltam. Fico pensando nas pessoas que saíram para jantar em família, com amigos, e terminam a noite no hospital depois de levar uma garrafada na cabeça. Ed Motta fez um papelão, foi horroroso, mas perto do que os outros fizeram… Que selvageria. E o pior é saber que um deles tem um restaurante. Que coisa feia. (…) Eu sei que daqui a um ano vai ter influenciador fazendo vídeo na casa desse desquerido, mas olha, vai ser difícil esquecer”. Natália ainda lembrou que tanto o Escama quanto o Quinta da Henriqueta são indicados no Guia Michelin e que o gerenciamento de crise foi trancar os comentários nas páginas do Instagram.

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“Fiquei assustada com o tom intimidador da mensagem do advogado de Diogo Couto. Desde 2015, o O Que Fazer no Rio é um perfil opinativo, não faço só propaganda, mostro as minhas experiências. Como cliente, gosto de saber os lugares que devo ou não frequentar. Então, resolvi alertar os meus seguidores sobre o fato de um restaurateur criar confusão dentro de um outro restaurante“, conta Natália a VEJA RIO.

advogado
Mensagem de WhatsApp: o pedido do advogado Francisco Cordeiro a Natália Olliveira (./Reprodução)

VEJA RIO entrou em contato com a assessoria dos restaurantes Escama e Henriqueta, que enviou a seguinte nota:

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“A defesa técnica do sr. Diogo Couto, representada pelo escritório Francisco Cordeiro Advocacia, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos. Informamos que o sr. Diogo figura estritamente na condição de testemunha, não tendo ainda sido ouvido formalmente pelas autoridades. Por esta razão, manifestar-se-á exclusivamente nos autos do Inquérito Policial, a fim de preservar o sigilo e lisura da investigação. Cumpre esclarecer que os fatos estão sendo devidamente apurados pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, tendo como objeto da investigação a apuração do crime de lesão corporal supostamente ocorrido nas dependências de um restaurante. É imprescindível ressaltar que o sr. Diogo repudia qualquer ato de violência e que permanecerá à disposição das autoridades para contribuir com o deslinde do caso, comprometendo-se irrestritamente com a verdade.”

Após a publicação desta reportagem, a assessoria dos restaurantes enviou uma nova nota a VEJA RIO:

“A defesa técnica do Sr. Diogo Couto, representada pelo escritório Francisco Cordeiro Advocacia, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos acerca de uma falsa ameaça dirigida a terceiros. É imperioso distinguir a pessoa física do empresário da pessoa jurídica de seus estabelecimentos. A defesa confirma que enviou notificações extrajudiciais à Sra. Natalia Olliveira e ao seu advogado, Dr. Sergio Oliveira, solicitando a retratação de publicações realizadas na página do intagram: “@oquefazernorio”. A referida publicação atribuiu fatos negativos ocorridos recentemente aos estabelecimentos comerciais do sr. Diogo e destacou na referida rede social, que seus restaurantes foram indicados no Michelin e “consideraria tirar”. Ao contrário do que foi divulgado, a notificação enviada pela defesa NÃO CONFIGURA AMEAÇA, mas sim o exercício regular de um direito. Informar a intenção de adotar as medidas judiciais cabíveis em caso de permanência de divulgação que prejudique a reputação de qualquer cidadão é uma prerrogativa legal. Ressaltamos que, todos os jornais e canais de comunicação que divulgaram os fatos atuais ocorridos na dependência de um restaurante no Rio de Janeiro, tiveram a cautela de não mencionar ou descredibilizar a reputação dos restaurantes do sr. Diogo, por serem fatos alheios à operação dos seus estabelecimentos. Por fim, repudiamos atos que desabonem a imagem, incitem descrédito a restaurantes que não foram envolvidos nos fatos que são objeto da investigação policial, bem como que divulguem FALSAMENTE que a defesa praticou intimidação, pois excedem os limites da liberdade de expressão e ensejam responsabilização criminal e civil, permanecendo à disposição para demais esclarecimentos, e comprometido com o rigor da lei e a verdade.”

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