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Blocos com mais de 200 mil pessoas vão desfilar no Centro em 2019

O trecho de três quilômetros na Rua Primeiro de Março vai contar com bloqueio estratégico em ruas de acesso

Por Redação VEJA RIO - 11 jun 2018, 15h19

No ano que vem, o carnaval de rua do Rio vai passar por mudanças. Os blocos que arrastam mais de 200 mil foliões vão todos desfilar em um trecho de três quilômetros, entre a Igreja da Candelária e a Avenida Presidente Antônio Carlos separados especialmente para os foliões. Haverá bloqueios estratégicos espalhados por ruas de acesso ao percurso, onde por guardas municipais e policiais militares farão vigilância. Um hospital será montado em um ponto do caminho.

As discussões acerca das mudanças duraram três meses e teve participação de representantes dos blocos e da prefeitura. Os principais tópicos do debate foram serviço médico e a segurança. A medida passou a ser pensada depois que o Bloco da Favorita reuniu 700 mil pessoas na Avenida Atlântica, em Copacabana. O Chora Me Liga recebeu 600 mil foliões, número seis vezes maior ao estimado pelos organizadores.

A Praia de botafogo, cogitada como abrigo para estes blocos de grande porte, foi descartada devido à necessidade de interrupção das vias expressas. A Avenida Presidente Vargas, no Centro, foi eliminada da lista de opções por causa do fluxo de carros alegóricos que vão em direção à Sapucaí. A contenção armas e garrafas de vidro também estava na pauta. Em 2018, houve onze ocorrências policiais de pessoas feridas.

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