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Benito di Paula

Por Rachel Sterman Atualizado em 5 dez 2016, 15h37 - Publicado em 20 abr 2012, 17h42

O cantor e compositor Uday Veloso (sim, esse é seu nome de batismo) celebra quatro décadas

de carreira em duas apresentações no Teatro Rival, na quinta (26) e na sexta (27). No espetáculo Agora Chegou a Vez, Vou Cantar, Benito di Paula exibe seu estilo sem amarras na interpretação de sucessos como Retalhos de Cetim e Charlie Brown. Ele se apresenta acompanhado pelo inseparável piano e em família: conta com o irmão Ney Veloso (violão) na banda e vai receber no palco o novo cantor do clã, seu filho Rodrigo.

Alguma vez você já pensou em mudar seu estilo, no que diz respeito a cabelo, bigode, roupas e acessórios? Não, porque aí não seria o meu estilo. Isso é o que sei fazer. Ainda que quisesse mudar, não seria possível, porque é o que sou. Esse jeito é uma criação minha para fugir do rótulo de sambista. Não sou sambista!

Uma recente apresentação de Dave Grohl em São Paulo inspirou divertidas comparações na internet entre você e o líder da banda de rock americana Foo Fighters. Parecem separados na maternidade. Você viu? Vieram me contar, mas eu não vi e realmente não sei quem é. É parecido? Se for mesmo, de repente eu o convido para fazer um show comigo aqui no Brasil.

Depois do primeiro disco, com canções de Chico, Vinicius e Tim Maia, sua carreira foi empurrada por hits como Charlie Brown e Retalhos de Cetim. Que estilo de música o define? O estilo latino-americano. Minha música é uma mistura do ritmo cubano com o brasileiro. É bom que fique claro que, apesar de parecer samba, não é. Eu não me incomodo com o rótulo de brega que me foi dado. Isso é uma ignorância de quem fala. Para falar de um artista, é preciso saber de onde ele vem, quais são suas origens. Eu cresci rodeado da mais legítima música brasileira e não ligo para quem perde tempo em me rotular.

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