Banco Master: quem é Nelson Tanure, empresário que teve celular apreendido

Baiano é conhecido no mercado por investir na recuperação de empresas em crise

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 14 jan 2026, 14h02 | Atualizado em 14 jan 2026, 18h29
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Nelson Tanure: empresário baiano teve celular apreendido em operação da PF (./Reprodução)
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Investidor, empresário e um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master, Nelson Tanure teve o celular apreendido na manhã desta quarta (14), no Aeroporto do Galeão, na Zona Norte. A abordagem foi feita quando ele se preparava para embarcar para Curitiba. Ele entregou o aparelho e foi liberado.

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Tanure nasceu em Salvador em 1951 e se formou em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). O perfil polêmico é uma das marcas do baiano, que costuma participar de renegociações de dívidas de empresas em crise. Ele tem por hábito comprar e reestruturar companhias dos setores de energia, telecomunicações, petróleo, saúde, infraestrutura e mídia.

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Light, Alliança Saúde, Gafisa, PRIO, TIM Brasil e Docas Investimentos estão entre as empresas nas quais ele possui participação, assim como a Sequip, o grupo de telecomunicações Ligga e o fundo Saint German, acionista do Grupo Pão de Açúcar.

Em novembro, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito da instituição para o Banco de Brasília (BRB) que ultrapassam R$ 12 bilhões.

Em nota, a defesa de Tanure afirma que “o empresário tem décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliários e jamais enfrentou qualquer processo criminal em razão de suposta prática delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista”.

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Acrescenta ainda que, como Tanure “não tem qualquer relação de natureza societária com o Banco Master, do qual foi cliente os últimos anos, (…) a única medida que lhe foi imposta se resumiu à apreensão de seu aparelho de telefone celular”. E que ficará “demonstrada a inexistência de qualquer pretensa prática ilícita oriunda dessa relação”.

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