Após apologia ao nazismo, IFCS, da UFRJ, pede mais segurança no entorno

Diretoria da instituição adota outras medidas como ampliação dos canais de atendimento e apoio ao aluno, e das reuniões da comissão de combate ao assédio

Por Da Redação 1 set 2026, 14h41
Medidas preventivas: diretoria amplia programa de ação de combate à intolerância
 (IFCS/Divulgação)
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A diretoria do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), da UFRJ, no Centro do Rio, anunciou que irá distribuir um guia de como agir em situações de agressão e intolerância — como no caso do aluno Diego Costa da Silva, de 27 anos, que foi espancado no campus por outros colegas por usar uma camisa e um broche com símbolos nazistas. 

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A iniciativa é parte de um pacote de regras que já existem na instituição e no sistema de Justiça, entretanto são desconhecidas da maioria. O objetivo é ampliar a segurança através da divulgação dos canais de atendimento e acolhimento interno. Outro recurso é a comissão de combate ao assédio. “O IFCS tem uma das mais atuantes comissões. Qualquer estudante que se sinta perseguido, vitimado, pode acionar a comissão composta por professores, técnicos e alunos”, explicou a diretora do IFCS, Mayra Goulart, ao jornal O Globo.  

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Uma série de conversas entre professores e alunos sobre como proceder em casos de intolerância é outra medida de redução de danos. “É um fenômeno novo essa mobilização do extremismo como algo que produz conteúdo para as redes. Isso acaba instrumentalizado por grupos”, observa a diretora mencionando exemplos como a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. “É preciso estabelecer diálogos, adotar protocolos para distensionar o ambiente, evitar a escalada e garantir que sejamos um espaço de pluralidade e defesa dos direitos humanos”, acrescenta. 

O plano também prevê o reforço da segurança no entorno do campus universitário com mais efetivo e mais câmeras. “Nesse contexto, o 5º BPM (Praça da Harmonia) está atuando para prevenir e coibir esses delitos. As rondas e abordagens são realizadas no entorno e nos principais acessos ao Campus da UFRJ”, informou em nota a Polícia Militar.

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