Anac estuda criação de rota de voo de helicópteros para evitar acidentes
A discussão envolve a implantação de rotas de voo por instrumentos — técnica de pilotar guiando-se pelos instrumentos de bordo e pelo controle de tráfego aéreo
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) começou a discutir a implantação de rotas de voo por instrumentos (IFR) na cidade do Rio. A iniciativa acontece após a colisão entre dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, em junho deste ano, que matou seis pessoas, incluindo o cantor americano Oliver Tree.
Voo por instrumento consiste na técnica de pilotar uma aeronave guiando-se, exclusivamente, pelos instrumentos de bordo e pelas orientações do controle de tráfego aéreo, sem a necessidade de referências visuais externas.
Hoje, o tráfego dessas aeronaves acontece em corredores pré-definidos e a responsabilidade de manter distância entre elas é dos pilotos e feita de forma visual.
A discussão para a implantação começou no dia 3 de julho, durante o 1º Encontro Técnico do Grupo Brasileiro de Segurança Operacional de Helicópteros (BHEST), sediado pela Anac no Rio.
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O encontro reuniu representantes de diferentes segmentos da aviação civil e de organizações relacionadas às operações com helicópteros, entre eles operadores de táxi aéreo, empresas de transporte offshore e Petrobras.
Também participaram operadores aeroportuários, órgãos de segurança pública, Corpo de Bombeiros, empresas de consultoria, representantes do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e integrantes do BHEST.
Foram discutidos aspectos técnicos relacionados à implantação de rotas IFR para helicópteros, incluindo questões operacionais, requisitos de segurança operacional e características das operações realizadas no Rio.
O debate será encaminhado ao Grupo de Trabalho IFR e Melhorias de Safety para Helicópteros do BHEST para continuidade das análises sobre o tema.
De acordo com a Anac, o estado do Rio tem 319 helicópteros registrados. Em 2023, eram 247, o que representa um aumento de 29% em três anos.





