A periferia no controle: Afrogames Studios leva a Favela da Maré para o Fortnite
Street Racing City foi desenvolvido por moradores da comunidade, incorporando elementos da história e da paisagem do complexo da Zona Norte
Correr pela Avenida Brasil, passar pela Fiocruz e enfrentar obstáculos como um ônibus do BRT que vem em sua direção. Este é o novo desafio que os jogadores de Fortnite vão encarar no módulo Street Racing City, primeira criação internacional do Afrogames Studios. Trata-se de uma corrida estilo arcade para até cinco participantes. À disposição dos 350 milhões de usuários registrados em todo o mundo no jogo, o trajeto traz cinco pistas e incorpora elementos inspirados na história e na paisagem do Complexo da Maré. Uma delas até resgata o passado de palafitas da região.
“A favela é a grande consumidora dos e-games”, frisa Danilo Costa, diretor executivo do Grupo Cultural AfroReggae, ressaltando que 63% dos brasileiros jogam e que, deste total, 83% dizem que esta é sua principal fonte de lazer, a maioria deles das classes C e D. Quem ficou responsável por coordenar o time de desenvolvedores, todos moradores da Maré, foi Luca Alves.
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“Tínhamos que fazer algo representativo de onde a gente vive, trazendo o lado bom, sem romantizar. Não queremos carregar o estigma da violência”, explica ele, nascido e criado no Morro do Banco, no Itanhangá, reforçando que não há um tiro sequer e que a classificação indicativa é livre. “Queremos ampliar a presença desses jovens na indústria dos games, não só como consumidores ou profissionais contratados, mas também como criadores de conteúdos e produtos que possam alcançar diferentes públicos”, destaca Danilo.







