Clique e Assine a partir de R$ 6,90/mês

Filhas de José Wilker doam acervo do ator para Museu da Imagem e do Som

Coleção reúne 17 000 itens, entre discos, DVDs, fitas e livros sobre cinema e teatro. Em breve, peças serão exibidas na exposição permanente do MIS

Por Marcela Capobianco Atualizado em 16 dez 2020, 10h05 - Publicado em 15 dez 2020, 12h43

Ator, cineasta, dramaturgo, crítico de cinema e apresentador de televisão, José Wilker deixou não só uma carreira memorável e personagens inesquecíveis como um rico acervo cultural em sua casa, no Rio. Wilker morreu aos 69 anos, em 2014.

+ VEJA Rio quer saber: qual a sua praia preferida na cidade?

Seis anos depois, as filhas do artista, Mariana Vielmond e Isabel Wilker, resolveram doar os mais de 17 000 itens, entre discos, livros, fitas e DVDs para o Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro.

A coleção de Wilker está na sede da instituição, na Lapa, para preservação, e em breve será exibida na exposição permanente do MIS.

+ Fim de ano: hotéis cariocas oferecem ceias presenciais

Continua após a publicidade
Cinco pessoas, de máscaras, analisam objetos como livros e discos dispostos em cima de uma mesa
Museu da Imagem e do Som: instituição cataloga os mais de 17 000 objetos da coleção pessoal de José Wilker Fred Pontes/Divulgação

“Temos a missão de manter as memórias de grandes personalidades da cultura nacional. A importância de José Wilker nas artes é inegável e, portanto, ficamos muito gratos à família por confiar a guarda desse importante acervo à instituição”, disse Clara Paulino, presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio.

+ Morte de Paulinho: relembre sucessos do Roupa Nova em novelas da Globo

Cinéfilo, Wilker nasceu em Juazeiro do Norte, no Ceará, em 1944, e estreou ao 13 anos na TV. Na Rede Globo, interpretou personagens inesquecíveis em novelas como Roque Santeiro (1985) e Senhora do Destino (2004). Na telona, protagonizou clássicos como Dona Flor e Seus Dois Maridos, dando vida ao finado Vadinho, e Guerra de Canudos, interpretando o personagem histórico Antônio Conselheiro.

+ Para receber VEJA Rio em casa, clique aqui

Inaugurado em 1965, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro é considerado o primeiro museu audiovisual do Brasil. São mais de 30 coleções que reúnem cerca de 330 000 itens nos mais variados suportes. São 93 000 fotografias, incluindo 1 700 negativos em vidro e 26 000 estereoscópicas, de grande valor histórico, algumas raras; uma discoteca de quase 60 000 discos entre, LPs, compactos e 78 RPM.

Continua após a publicidade
Publicidade