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Vinoteca Por Marcelo Copello, jornalista e especialista em vinhos Marcelo Copello dá dicas sobre vinhos

Rio Wine and Food Festival está a caminho

Por Marcelo Copello O terroir da produção de vinhos envolve a natureza e o ambiente onde são cultivadas as uvas, fator determinante na qualidade do produto. Analogamente, o terroir do consumo é o contexto em que vinho é degustado, companhia e lugar, fatores decisivos para a percepção de sua qualidade. Desta forma, o Rio de […]

Por marcelo Atualizado em 25 fev 2017, 18h58 - Publicado em 11 set 2013, 18h56

Por Marcelo Copello

O terroir da produção de vinhos envolve a natureza e o ambiente onde são cultivadas as uvas, fator determinante na qualidade do produto. Analogamente, o terroir do consumo é o contexto em que vinho é degustado, companhia e lugar, fatores decisivos para a percepção de sua qualidade. Desta forma, o Rio de Janeiro é um dos mais privilegiados terroirs do mundo para o consumo do vinho. É neste contexto que nasce o Rio Wine and Food Festival (RWFF), o primeiro festival de vinhos da Cidade Maravilhosa, que acontecerá entre os dias 7 e 13 de outubro.

Impressão

O RWFF chega com a proposta de ser um festival antenado, voltado para um público de bem com a vida, que busca nos vinhos, na gastronomia e em algumas bebidas especiais, os prazeres da vida. É neste cenário que surge pela primeira vez um evento que unirá o vinho a outras artes, como a gastronomia, o turismo, a música e o cinema, tendo como público-alvo o consumidor final, o turista brasileiro e estrangeiro, envolvendo toda a cidade. O carioca será impactado pelo projeto de alguma forma, e o não carioca, que naturalmente já ama o Rio, se verá motivado a ir à cidade. O mundo está voltado para o Brasil, e em especial para o Rio de Janeiro, com a chegada da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. A capital fluminense é o cartão-postal do Brasil, porta de entrada natural para estrangeiros e a vitrine do país para o mundo.

O sucesso do RWFF é certo. Com todas as pessoas com quem falamos a respeito o interesse é muito grande e já tem gerado muita expectativa.

Kaleco Sá, presidente da RioTur

Brasil e o mercado mundial

O RWFF acontece em um momento favorável ao setor vinícola brasileiro, que avança a olhos vistos no mercado de bebidas. Os números mostram que o Brasil ainda tem um mercado pequeno, comparado aos tradicionais países produtores, mas, por isso mesmo, um potencial de crescimento muito maior. Atualmente, o mercado mundial de vinhos movimenta cerca de US$ 270 bilhões, com uma produção que gira ao redor de 26 bilhões de litros e crescimento médio de cerca de 3% ao ano. Nesta indústria as “meninas dos olhos” são o Brasil e a China. O mercado brasileiro representa 430 milhões de litros ao ano (incluindo importação), mas apresenta uma das maiores taxas de crescimento do setor no mundo. O volume cresceu 200% e o valor, 400%, nos últimos dez anos. O comércio da bebida ainda é tímido na comparação com os grandes players do mercado, mas muito promissor. O consumo per capita no Brasil é de 2,2 litros ao ano, ante 45 litros da França e 25 dos nossos vizinho Uruguai e Argentina. É exatamente esse potencial de crescimento que move essa indústria no país.

 

“O RWFF virá para fortalecer a identidade do carioca com o apaixonante mundo do vinho e ajudará a aquecer a economia da gastronomia, incentivando e promovendo ainda mais esse novo importante produto turístico da cidade, capaz de atrair e conquistar, pelo ‘paladar’, o gosto dos turistas de diversas outras regiões do Brasil e de todo o mundo.”

Pedro Guimarães, subsecretário de Turismo do Rio

 

DEGUST

 

Foco

O RWFF surge focado no consumidor de vinho, que começa a despertar para a bebida e também para harmonização dela com a gastronomia de ponta que se está produzindo no país. Indiscutivelmente, o bom copo e a boa mesa chama a atenção do público em geral, basta ver o espaço que ganham na mídia. O enoturismo já é uma realidade no Brasil, trazendo divisas e movimentando o turismo, tema que já faz parte do portfólio da Embratur. Uma infinidade de produtores de vinho de diversos países tem interesse em apresentar seus produtos aos brasileiros. Assim como os produtores nacionais também precisam mostrar o quanto seus vinhos evoluíram e se tornaram competitivos, superando preconceitos e  conquistando o mundo. O público, por sua vez, está ávido para mergulhar neste novo e fascinante universo.

 

“Sendo o RWFF um dos mais importantes eventos nesta categoria, a sua realização no Rio será um prêmio para a cidade e mais um grande atrativo para os turistas.”

Kaleco Sá, presidente da RioTur

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As atrações do festival

O RWFF terá uma série de atrações para os visitantes, tanto o consumidor quanto aqueles envolvidos com a cadeia do setor vinícola. Estão programados um seminário de negócios, ações promocionais em lojas, supermercados e restaurantes, degustações, jantares temáticos, um jantar de gala, um leilão beneficente, assim como a presença de grandes chefs, como Nadia O. F., que comanda o restaurante com seu nome, eleito

o melhor da Argentina. O RWFF também lançará o movimento “Rio Rolha Zero”, no qual os restaurantes que aderirem não cobrarão taxa de rolha na semana do evento, de forma a trazer novos consumidores a seus estabelecimentos e incentivá-los a entrar para o mundo de Baco, ampliando o mercado.

 

“Nossa expectativa é de que o RWFF coloque o Rio também em um lugar de destaque no segmento, que cresce consideravelmente em importância e em volume de negócios, tanto no Brasil quanto no mundo.”

Márcio Pezzella, da FGV-Rio

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Parcerias

O RWFF conta com importantes instituições que já aderiram à ideia: RioTur, Prefeitura do Rio de Janeiro, Sindicado de Hotéis, Bares e Restaurantes (SindRio), entre outros apoiadores. E eles estão animados.

De acordo com o superintendente do Management, da FGV-Rio, Márcio Pezzella, “por incrível que pareça, o Rio de Janeiro não tinha até agora um evento importante no segmento de vinhos”. Segundo ele, São Paulo e o Espírito Santo já possuem eventos tradicionais neste mercado, que cresce em importância no Brasil.

“Nossa expectativa e a de que o RWFF coloque o Rio também em um lugar de destaque no segmento, que cresce consideravelmente em importância e em volume de negócios, tanto no Brasil quanto no mundo”, diz Pezzella.

O presidente da RioTur, Kaleco Sá, acredita que o RWFF se encaixa perfeitamente dentro da estratégia do órgão de manter um calendário de eventos forte ao longo de todo o ano. Segundo ele, o segmento enogastronômico tem um papel importante neste cenário.

“Sendo o RWFF um dos mais importantes eventos nesta categoria, a sua realização no Rio será um prêmio para a cidade e mais um grande atrativo para os turistas”, diz Sá.“O sucesso do RWFF é certo. Com todas as pessoas com quem falamos a respeito o interesse é muito grande e já tem gerado muita expectativa.”

De acordo com o subsecretário especial de Turismo da cidade do Rio de Janeiro, Pedro Guimarães, o mercado de vinho entrou definitivamente para o gosto dos cariocas. “O fato de as estações do ano estarem mais definidas na cidade, com o inverno carioca registrando baixas temperaturas nos últimos anos, para quem está acostumado com o calor, favorece esse mercado”, diz Guimarães. Além disso, ele destaca a situação econômica favorável que o país vive, com a evolução dos diversos segmentos, principalmente aqueles que atendem à nova classe média e à própria classe média tradicional.

“O lazer passou a ter uma parcela de mais destaque no orçamento das famílias e, com isso, a gastronomia virou um dos hábitos de maior consumo, o que incluiu o vinho com um destaque especial.”

“O RWFF virá para fortalecer a identidade do carioca com o apaixonante mundo do vinho e ajudará a aquecer a economia da gastronomia, incentivando e promovendo ainda mais este novo importante produto turístico da cidade, capaz de atrair e conquistar, pelo “paladar”, o gosto dos turistas de diversas outras regiões do Brasil e de todo o mundo”, anima-se Guimarães.

 

Marcelo Copello (mcopello@simplesmentevinho.com.br)

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