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O incrível repertório de Soraya Ravenle

O mais conhecido gênero musical argentino é o norte do repertório que Soraya Ravenle divide com o grupo LiberTango na quinta (22), no Teatro Rival (a partir das 19h30, ingressos a R$ 50,00 e R$ 60,00). Exemplo acabado de cantora que concilia altos teores de apuro técnico com interpretação emocionante – também é uma atriz […]

Por Pedro Tinoco - Atualizado em 25 fev 2017, 18h21 - Publicado em 16 jan 2015, 18h05
A cantora em foto de Leonardo Aversa: tango na quinta (22), no Rival, e música brasileira a vida inteira

A cantora em foto de Leo Aversa: tango na quinta (22), no Rival, e música brasileira a vida inteira

O mais conhecido gênero musical argentino é o norte do repertório que Soraya Ravenle divide com o grupo LiberTango na quinta (22), no Teatro Rival (a partir das 19h30, ingressos a R$ 50,00 e R$ 60,00). Exemplo acabado de cantora que concilia altos teores de apuro técnico com interpretação emocionante – também é uma atriz de recursos –, Soraya já fez de um tudo. No começo dos anos 90, dava os primeiros passos na carreira como backing vocal de Fernanda Abreu, a garota do suingue sangue bom. Não demorou a aderir à MPB. Integrou o grupo vocal Arranco de Varsóvia, dedicado ao samba, de 1995 a 1999, enquanto, no circuito teatral, atuava em espetáculos como Theatro Musical Brasileiro, Samba Valente de Assis e Metralha, esteum tributo ao cantor Nelson Gonçalves. Em 1999, comoveu plateias como protagonista do musical Dolores, homenagem a Dolores Duran (1930 -1959), intérprete fantástica dos tempos pré-bossa nova, parceira de Tom Jobim no clássico Estrada do Sol.  Pela atuação na peça, ganhou o Prêmio Shell na categoria melhor atriz. Nessa toada, emprestou sua voz privilegiada aos repertório de Elizeth Cardoso (no show Divina, 80 Anos de Elizeth, em 2000), Carmen Miranda (no excelente musical South American Way, de 2001), Chico Buarque (em Ópera do Malandro, nos anos de 2003 e 2004) e Lupicínio Rodrigues (ao lado de Claudio Botelho no espetáculo Lupicínio e Outro Amores, de 2004), entre outros. A estrela do primeiro elenco do fenômeno Sassaricando, musical que conta a história do Rio através de marchinhas e recusa-se a sair de cena desde 2007, bancou tantos personagens da nossa música que só encontrou tempo para encarnar a si mesma em 2011: naquele ano lançou seu primeiro CD solo, o belo Arco do Tempo, recheado de canções de Paulo César Pinheiro.

Ouça, do disco-solo Arco do Tempo, o belo samba Súplica, parceira de Pinheiro e João Nogueira, seguido pela faixa-título, que Soraya gravou ao lado da filha Julia Bernat

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