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Luciana Brafman Por Luciana Brafman, jornalista e professora da PUC-Rio Economia, finanças pessoais e comportamento financeiro até pra quem não gosta

Ainda em casa: sete filmes ligados à Economia para assistir na pandemia

Em quarentena ou não, vale conhecer o mundo de Wall Street e outros temas econômicos pelas lentes do cinema

Por Luciana Brafman - Atualizado em 6 jul 2020, 15h30 - Publicado em 6 jul 2020, 14h45

Em breve, num cinema perto de você estará a pandemia do novo coronavírus. Se Deus quiser, não na plateia, mas nos telões. O assunto, que até pouco tempo seria classificado como ficção científica, vai render muitos roteiros, já que o drama épico do novo coronavírus tem forte potencial para ser explorado em produções independentes e hollywoodianas.

Enquanto isso, na vida real, desenha-se uma história com supostos heróis, vilões e vítimas, no entanto sem garantia de final feliz. O comércio do Rio reabre, as escolas planejam o retorno das aulas presenciais, o lazer e a praia avançam como tentações. Mas, como ainda não temos uma vacina redentora contra a Covid-19, há quem esteja convicto da necessidade de permanecer em casa por mais tempo. A estes “quarenteners” em especial, dedico uma seleção de 7 filmes ligados à Economia, um para cada dia da semana, a fim de que o tempo em reclusão possa ser usufruído com o prazer e as doses de conhecimento que a Sétima Arte nos proporciona.

O critério de escolha dos 7 filmes foi absolutamente científico: o que vinha na minha cabeça entrava na lista. Depois dos eleitos, lembrei ainda de mais uns dez títulos, entre os quais aqueles que contam ricas histórias sobre ícones empresariais dos nossos tempos – por exemplo, “Jobs”, “A Rede Social” e “Fome de Poder” são boas dicas.

A Economia está por aí, pulverizada em cada momento das nossas vidas. No cinema, não é diferente: podemos encontrar rastros econômicos até em contos de fada da Disney. Para quem quer doses um pouco mais concentradas do tema na tela de casa, lá vai minha listinha:

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1) Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind) – A película tem Russell Crowe no papel de John Nash, ganhador do Nobel, um gênio diagnosticado com esquizofrenia. Uma incipiente Teoria dos Jogos gestada no bar em meio à estratégia para conquistar “a loura” e suas amigas, bem como a solução feminina para o barulho da obra que atrapalha uma aula são apenas duas entre muitas das cenas que nos fazem sorrir a partir de pensamentos econômicos. Temos uma história sensível, e a de um amor duradouro. Sim, os economistas também amam.

2)  Wall Street – Poder e Cobiça (Wall Street) – Década de 1980, o mercado acionário visto pela ótica dos “sem-escrúpulos”. Ambição, riqueza e poder justificam tudo neste filme dirigido por Oliver Stone, com Charlie Sheen e Michael Douglas. O clássico reforça um estereótipo negativo, mas com uma baita lição de moral. Foi retrato de uma época e serve de espelho para milhares de casos envolvendo informação privilegiada em bolsas do mundo todo. Para quem acha o tema chato, aviso que a história ganhou uma continuação…

3) Wall Street – O Dinheiro Nunca Dorme (Wall Street: Money Never Sleeps) – Já no mundo pós crise global de 2008, um dos personagens de Wall Street sai da prisão e sua reinserção é o gancho para que se entenda algumas das complexas questões econômicas daquele novo momento. O roteiro é envolto na trama pai-e-filha-que-não-se-falam-mais e contém tiradas como “o dinheiro é uma vadia que nunca dorme, pois pode te abandonar a qualquer momento”.

Leonardo DiCaprio: sexo, drogas e dinheiro em filme de Scorsese Reprodução/Veja Rio

4) O lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street) – Não, não é a parte 3 do filme, apesar de ter também Wall Street no título! Este tem direção de Martin Scorsese e tem Leonardo DiCaprio como protagonista. O filme faz aqueles outros dois parecerem fábulas infantis e choca ao retratar os excessos de um estilo de vida associado ao mundo financeiro. Muito sexo e drogas num ambiente politicamente incorreto, cínico e amoral. Detalhe: é baseado em uma história real. | Assista este e outros filmes no Amazon Prime Video.

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5) A Grande Aposta (The Big Short) – Usando uma linguagem pouco ortodoxa, propõe-se a explicar didaticamente conceitos e termos que marcaram a crise global de 2008. Selena Gomez, por exemplo, é escalada para decifrar o que é um CDO sintético enquanto faz apostas em um cassino. Analogias e metáforas estão por toda a parte. É criativo e divertido, apesar da tragédia real, revelada aqui por personagens que anteviram a bolha do subprime.

6) Jogo do Dinheiro (Money Monster) – Os personagens de George Clooney e Julia Roberts atuam com jornalismo econômico em um programa de TV. Pela direção de Jodie Foster, o filme critica a promiscuidade profissional e a espetacularização do jornalismo, a partir da ação de um sequestrador que invade o estúdio, revoltado por ter seguido uma dica financeira do âncora. É entretenimento, mas é ótima isca para reflexão. | Assista este e outros filmes no Amazon Prime Video.

7) O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball) – Parece mas não é um filme sobre beisebol. É sobre business, estatísticas e gestão. É sobre o dinheiro que o esporte gera e o valor mercantil dos jogadores. É sobre superar um momento econômico difícil. Mas tem emoção na história de superação e na metamorfose de perdedores em vencedores, no melhor estilo do cinemão americano – baseado em uma história real. Ah, e tem Brad Pitt!

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