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Fabiano Serfaty Por Fabiano M. Serfaty, clínico-geral e endocrinologista, MD, MSc Saúde, prevenção, tratamento, dieta, bem-estar, tecnologia, inovação médica e inteligencia artificial com base em evidências científicas

O papel da tecnologia no avanço da medicina

Jorge Moll Neto, presidente do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, fala sobre como essa aliança pode revolucionar o tratamento e o atendimento ao paciente

Por Jorge Moll Neto - Atualizado em 30 Maio 2017, 15h32 - Publicado em 26 Maio 2017, 18h39

Inovação aliada à saúde é uma tendência exponencial em nível mundial. Atualmente, é quase impossível falar sobre os avanços na medicina sem mencionar os benefícios que a tecnologia tem proporcionado ao setor. Nos Estados Unidos – e em especial no Vale do Silício e nas suas vizinhanças no norte da Califórnia – os avanços que todos nós testemunhamos na área da tecnologia digital agora transbordam para a área de saúde, abrindo novos horizontes para o setor.

É de lá que veio em missão ao Brasil o Dr. Albert Chan, vice-presidente de inovação com foco na experiência do paciente da Sutter Health, segunda maior rede de assistência médica nos Estados Unidos. A instituição vem buscando inserir em sua rotina o uso de novas tecnologias.

Dr. Chan esteve no país debatendo as principais tendências da área e, em suas palestras, tem mostrado o quanto a implementação da tecnologia pode transformar a maneira como os pacientes são acolhidos e atendidos. Por exemplo: imagine chegar para uma consulta de rotina e presenciar o seu médico com uma ferramenta capaz de resgatar todas as suas informações em um único comando de voz? O famoso óculos do Google, o Google Glass, já tem sido utilizado para este fim.

Com esta tecnologia, foi possível observar diversos benefícios, entre eles:

  1. Uma interação mais eficiente e humanizada entre médicos e pacientes;
  2. Atenção 100% focada no paciente, já que o médico não terá mais que dividir o seu tempo consultando arquivos ou tomando notas;
  3. Maior segurança e profundidade da avaliação médica.

Ao fim da consulta, todas as informações colhidas são estruturadas remotamente e revisadas pelo especialista, possibilitando um aumento da produtividade e melhor experiência do paciente.

Os smartphones e tablets também estão cada vez mais integrados à medicina. Aplicativos têm permitido que usuários acessem o seu histórico e, ainda, realizem a marcação de consultas online, sem a necessidade de um “call center”.

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Idor/Divulgação

Iniciativas como estas fazem parte do futuro e do presente da medicina, e esperamos que os diversos setores de saúde no Brasil – incluindo redes hospitalares, empreendedores e startups, desenvolvedores individuais, investidores de capital de risco, instituições privadas e públicas de ensino e pesquisa – se engajem e colaborem cada vez mais para permitir o avanço rápido da inovação médica em nosso país. Em especial, precisamos cultivar o poder das parcerias para acelerar esse processo.

 

*Jorge Moll Neto é presidente do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).

 

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