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Fabiane Pereira Por Fabiane Pereira, jornalista

Três perguntas para Tiê

Cantora e compositora lança o enxuto “Kudra”, álbum produzido durante a quarentena

Por Fabiane Pereira - Atualizado em 6 out 2020, 17h57 - Publicado em 6 out 2020, 17h42

Lançado na última sexta em todos os aplicativos de música, Kudra, o quinto álbum de estúdio da cantora Tiê traz novas perspectivas sobre o tempo e a vida. Idealizado e gravado durante a quarentena, o novo trabalho da cantora e compositora paulista é enxuto: seis faixas inéditas. Amora, a caçula da artista, participa da música que dá nome ao disco e Filipe Catto, um dos artistas mais interessantes dessa nova safra (que nem é mais tão nova assim), faz duo com Tiê na faixa “E Daí?”.

Como dizem por aí, conheço a Tiê de outros carnavais e acompanho com muita curiosidade todo lançamento dela. O disco de estreia da Tiê, lançado há mais de dez anos, abriu caminho e mercado para toda geração indiebr. Sweet Jardim foi um álbum pioneiro em relação a uma estética que ainda não tinha sido experimentada pelo mercado. “Chá Verde”, “Passarinho” e “Assinado Eu” conquistaram os ouvidos de uma turma que até então não se interessava pelo que era produzido de novo na cena musical.

Hoje, com dez anos de carreira, Tiê tem na bagagem cinco discos de estúdio, um ao vivo, um DVD comemorativo, turnês internacionais, participações em grandes festivais, dez canções em trilhas sonoras de novelas e diversas parcerias musicais. David Byrne, Jorge Drexler e Luan Santana são alguns de seus parceiros.

E é nesse contexto de amadurecimento que a artista transformou em arte momentos de reclusão, de revisão, de mudanças de hábitos. “Não é tempo de festejar, mas é importante colocar a música pra fora. Algumas letras tem essa intenção de ser como um acalanto”, comenta Tiê, que trouxe para o título do álbum uma palavra com múltiplos significados. “Significa amor, além de ser nome de uma cidade na Índia e também um sobrenome de família”, explica.

No próximo dia 17 de outubro, às 17h, Tiê vai promover uma première em seu canal no Youtube, com uma apresentação audiovisual sensorial que abraça as músicas do disco. Após essa exibição, ela vai entrar ao vivo para um bate papo com seus fãs e espectadores.

Três perguntas para Tiê:

 

  1. Como você está mantendo a sanidade mental no meio dessa loucura chamada “2020”? Eu tô fazendo o possível, acho que cada um está se esforçando de alguma maneira. Eu tenho meditado todo dia e feito ioga de manhã ou à noite, tem me ajudado bastante. E tenho tentado viver o presente mesmo, sem criar muita expectativa e sem fazer muitas projeções futuras.
  2. Quais as referências sonoras do seu novo trabalho? Não tem referências sonoras, a gente realmente não teve nenhuma referência sonora. Eu, realmente, trabalhei dentro… referência sonora foram os produtores, a conversa entre os produtores e o tom das letras, e o que a gente quis chegar com as músicas.
  3. Cinco álbuns lançados. O que você identifica de semelhante em todos os seus discos e o que você acredita ser completamente diferente em cada um deles? Esse é meu quinto álbum de estúdio, meu sexto porque eu tive um ao vivo, e eu acho que a semelhança são as minhas músicas autorais, as canções né… E o que é diferente é porque eu sou uma em cada um, eu vou crescendo junto, estou cada vez um pouco mais velha. Então, acho que tem uma maturidade de cada um.

Papo de Música Pelo Mundo / Tiê em Nova York

 

 

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