Wagner Moura entra na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo
Entre figuras como o Papa e o presidente dos Estados Unidos, o baiano coroou o ano 2026 com uma menção na prestigiada seleção da revista Time
Wagner Moura é um ícone global. A revista Time publicou, nesta quarta-feira (15), a prestigiada lista das 100 personalidades mais influentes do mundo em 2026 e — entre nomes como o presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o Papa Leão XIV — o baiano ocupou um lugar entre os citados.
Selecionado entre os Icons (ícones, em português) o ator foi lembrado ao lado de figuras como a estilista e ex-Spice Girl Victoria Beckham e Ethan Hawke, com quem concorreu ao Oscar.
A honraria veio após um 2025 estrondoso para o artista. Protagonista de O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, Wagner faturou estatuetas de melhor ator em no Festival de Cannes e no Globo de Ouro.
A trajetória do longa foi coroada com quatro indicações ao prêmio da Academia, incluindo melhor filme e ator, o tornando o primeiro brasileiro a competir na categoria.
Como é tradição, a revista norte americana chamou um convidado para escrever um texto em homenagem ao brasileiro — o vencedor do Emmy e do Tony Jeremy Strong (Succession).
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“Ele é uma força do político e do humano, uma dupla da qual precisamos desesperadamente”, definiu o intérprete.
Wagner Moura ainda estampa uma das capas da publicação. Em uma entrevista concedida para a crítica de cinema Stephanie Zacharek, a escritora o define como “antídoto analógico” para um mundo digital cujo inteligência é apenas supercial.
“Há algo nele que remete à velha Hollywood, o que o faz parecer uma raridade entre a maioria dos atores contemporâneos. Seu charme discreto e seu senso de humor travesso equilibram qualquer tendência à seriedade excessiva — e é fácil imaginá-lo com um robe elegante dos anos 1930, fumando sem fumar”, diz o texto.
Wagner Moura também usou a conversa para se posicionar politicamente sobre o momento atual dos Estados Unidos, assim como fez durante toda a sua campanha para o Oscar.
“Para mim, este é o país que acolhe pessoas de todos os lugares, que foi construído sobre a imigração. É claro que o país está polarizado. Mas há uma diferença entre o governo que está no comando agora e a alma do país. Donald Trump é uma representação de muito do que os EUA são. Mas os EUA não são apenas isso, nem de longe. Este é o país de Martin Luther King, de Rosa Parks, de tantos lutadores pela liberdade que exportaram suas ideias para o resto do mundo“, afirmou.







