Quem é o streamer que perdeu o dedo ao tentar invadir o Rock in Rio
Lodk, ou Adalton Rodrigues Junior, buscava por vulnerabilidades no perímetro do festival durante uma live, neste domingo (6), quando prendeu o dedo em uma grade
“Preferia ter todos os dedos”, afirmou o streamer Adalton Rodrigues Junior, conhecido como Lodk, em entrevista ao g1. Neste domingo (6), o influenciador perdeu o dedo anelar durante uma transmissão ao vivo em que tentava achar possíveis falhas na segurança do Rock in Rio.
Lodk produz lives IRL, sigla em inglês para “in real life” (“na vida real”), formato em que transmite em tempo real seus passeios pelas ruas do Rio e de outras cidades que visita.
No dia do incidente, ele e um amigo teriam comprado os ingressos para o Rock in Rio, mas, antes de entrar no festival, teriam decidido procurar possíveis vulnerabilidades no perímetro da Cidade do Rock para produzir conteúdo para o canal.
Foi durante essa tentativa que ocorreu o acidente. O anel que Lodk usava no dedo anelar da mão direita ficou preso em uma grade nos arredores do Parque Olímpico, na Zona Sudoeste do Rio.
“Eu me arrependo. Mas estou tranquilo. Como eu sempre falo, transformo meus desastres em piada. Mas preferia ter ainda todos os dedos”, disse Lodk em entrevista ao g1.
“Foi tudo ao vivo. A gente decidiu fazer um conteúdo para mostrar uma possível falha na segurança do Rock in Rio. Estávamos andando pela região e encontramos um lugar sem vigilância, perto de um posto de gasolina. Meu anel ficou preso na grade junto com o dedo”, relatou.
Segundo Lodk, ele não sentiu muita dor imediatamente e só percebeu a gravidade do ferimento depois de ser alertado pelo amigo que o acompanhava.
“Meu amigo disse: ‘Seu dedo está preso na grade’. Pedi para ele pegar meu dedo, falei com a segurança e saí dali de mototáxi”, contou.
Lodk foi levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. A unidade informou que o paciente passou por cirurgia e recebeu alta nesta segunda-feira (7).
O streamer contou que o anel envolvido no acidente havia sido um presente recebido durante uma live no Paraguai. Segundo ele, essa foi também a primeira vez que precisou passar por uma cirurgia.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
Apesar do acidente, Lodk disse que tenta manter o bom humor. Nas redes sociais, chegou a divulgar uma de festa de despedida para o dedo. Ele explicou que o objeto mostrado nas imagens é um dedo de brinquedo, semelhante aos usados em truques de mágica.
O acidente não fará Lodk abandonar as transmissões ao vivo. O streamer afirmou, no entanto, que pretende mudar a forma como se expõe a riscos durante a produção de conteúdo.
“Daqui para frente, tenho que ser menos corajoso. Faço lives na rua. Semana passada estava em Barretos. Estou sempre viajando e transmitindo”, disse ao g1.
Em nota, o festival lamentou o ocorrido. Confira na íntegra:
“O Rock in Rio lamenta profundamente o ocorrido e ressalta o quanto é perigoso tentativas de invasão pulando grades ou cometendo outras ações arriscadas para entrar no festival de forma irregular e por áreas não autorizadas. A organização do festival esclarece que o local por onde ele entrou faz parte do perímetro da Cidade do Rock, mas fora do raio de acesso legal ao festival. Esse local conta com câmeras de monitoramento, tem acessos restritos e só entram pessoas autorizadas e com credenciais.
O Rock in Rio reitera que para garantir a segurança do festival conta com mais de 2 mil vigilantes especializados dedicados em tempo integral à segurança do festival. Um Centro de Controle Operacional instalado dentro do Parque Olímpico controla 152 câmeras de monitoramento, tem sistema de Inteligência Artificial em 40 câmeras instaladas em pontos estratégicos, com capacidade de controlar a contagem de pessoas em tempo real, fazer classificação demográfica por gênero e faixa etária, monitorar o fluxo e a permanência do público por meio de mapa de calor, detectar objetos abandonados suspeitos, realizar o monitoramento para reforçar a proteção perimetral com identificação de acessos e invasões em áreas restritas e realizar detecção de loitering (permanência prolongada fora do padrão definido). Além disso, há monitoramento por quatro drones, sendo um drone Dockstation que sobrevoam o entorno do perímetro, além de contar com radares, para detecção antecipada de movimentações em áreas sensíveis. A equipe de vigilantes também conta com o apoio de 20 bodycams com capacidade para gravação e transmissão de áudio e imagem de alta resolução em tempo real, utilizadas pelas equipes de segurança em campo para registro e geração de evidências.”







