Morre Gracindo Jr., ator e diretor, aos 83 anos

Filho de Paulo Gracindo, o carioca Epaminondas Xavier Gracindo trabalhou em clássicos como A Sucessora, O Bem Amado e Os Trapalhões

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 set 2026, 12h28
Homem de meia-idade, cabelo escuro penteado para trás, sorri amplamente mostrando os dentes. Veste camisa escura com gravata estampada e paletó claro, em um fundo desfocado
Luto: ator e diretor Gracindo Jr. morre de causas naturais aos 83 anos. (Memória Globo/Divulgação)
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O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite desta terça-feira (1º), aos 83 anos, em casa, no Rio de Janeiro.

Ao longo de 50 anos, o artista dedicou a vida profissional ao teatro, rádio, televisão e cinema — além de comandar obras como A Sucessora (1978), de Manoel Carlos, o ator e diretor participou de clássicos como O Bem Amado (1973), de Dias Gomes.

A informação do falecimento foi confirmada por Pedro Gracindo, filho do artista. A morte ocorreu por causas naturais.

O velório é aberto ao público e ocorre nesta quinta-feira (3), no Crematório e Cemitério da Penitência, a partir das 12h10. A cremação foi marcada para as 14h10.

Ele deixa 5 filhos, 7 netos e a esposa, Daisy Poli, com quem estava havia mais de 50 anos.

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Epaminondas Xavier Gracindo nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de maio de 1943, filho de outro ator consagrado, Paulo Gracindo (1911-1995).

Embora tenha cursado Psicologia, nunca exerceu a profissão, optando por se dedicar integralmente à arte.

Em 1959, aos 15 anos, Gracindo Jr. fez um teste para trabalhar na Rádio Nacional, onde o pai já fazia sucesso como galã de radionovelas e apresentador de programas de auditório.

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O filho foi aprovado e foi ator, redator e disc-jóquei na emissora.

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Em 1961, em paralelo às funções na rádio, estreou no teatro na peça A Escada, de Oswald de Andrade.

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Em 1965, foi inaugurada a TV Globo. Em entrevista ao Memória Globo, o ator disse: “Eu entrei no início da TV Globo. Ela estreia em abril de 1965, em dezembro de 1964 eu já estava contratado”.

Gracindo Jr. integrou o 1º elenco da emissora e participou de várias novelas dessa fase inicial, como Rosinha do Sobrado (1965), Padre Tião (1966), A Rainha Louca (1967), A Próxima Atração (1970) e Os Ossos do Barão (1973) — quando contracenou com Paulo Gracindo.

Pai e filho voltaram a dividir o set em O Bem Amado (1973), de Dias Gomes, e em O Casarão (1976), de Lauro César Muniz, quando interpretaram as versões jovem e idosa de João Maciel, protagonista da trama — o 1º grande papel de Gracindo Jr.

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Com o término de O Casarão, Gracindo Jr. passou uma temporada em Portugal. Em 1978, assumiu a supervisão do núcleo de novelas das 18h da Globo. A estreia na função foi na novela A Sucessora, de Manoel Carlos, onde acompanhou a montagem, a edição, a sonorização e o desempenho dos atores.

Em 1979, Gracindo Jr. deu prosseguimento à atividade atrás das câmeras dirigindo as novelas Memórias de Amor, de Wilson Aguiar Filho, e Marron-Glacé, de Cassiano Gabus Mendes.

Em 1980, atuou na peça Paulo Gracindo, Meu Pai, que escreveu para homenagear os 50 anos de carreira do patriarca.

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Em 1982, participou como ator da novela Jogo da Vida, de Silvio de Abreu, e da minissérie Quem Ama Não Mata, de Euclydes Marinho.

No ano seguinte, integrou o elenco da minissérie Bandidos da Falange, de Aguinaldo Silva. Ainda em 1983, assumiu a direção de Os Trapalhões.

Na mesma década, foi um dos diretores e o apresentador dos primeiros clipes musicais produzidos e exibidos pelo Fantástico.

Em 1984, foi para TV Manchete, onde fez A Marquesa e Dona Beija, outro sucesso.

De volta à Globo, Gracindo Jr. participou da minissérie Tenda dos Milagres, de Aguinaldo Silva, e dirigiu alguns episódios do Sítio do Picapau Amarelo.

Em 1987, Gracindo Jr. foi Creonte, um dos vilões de Mandala, de Dias Gomes e Marcílio Moraes.

Em 1989, encarnou Ricardo Ribeiro, marido da professora Clotilde (Maitê Proença) e rival de Sassá Mutema (Lima Duarte) na novela O Salvador da Pátria.

Em 1990, se dividiu entre participações na minissérie A, E, I, O… Urca, de Doc Comparato e Antônio Calmon; e nas novelas Araponga, de Dias Gomes, Lauro César Muniz e Ferreira Gullar; Rainha da Sucata, escrita por Silvio de Abreu; e Gente Fina, de Luiz Carlos Fusco e Marilu Saldanha.

Gracindo Jr. também passou por Deus nos Acuda (1992), Explode Coração (1995) — quando foi ator e diretor —, Anjo de Mim (1996), Esplendor (2000) e Celebridade (2003).

A partir de 2006, atuou em novelas da Record, como Cidadão Brasileiro e Poder Paralelo (2009), e na minissérie Rei Davi (2012).

Gracindo Jr. participou de mais de 20 peças como ator, produtor ou diretor.

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