Morre Gracindo Jr., ator e diretor, aos 83 anos
Filho de Paulo Gracindo, o carioca Epaminondas Xavier Gracindo trabalhou em clássicos como A Sucessora, O Bem Amado e Os Trapalhões
O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite desta terça-feira (1º), aos 83 anos, em casa, no Rio de Janeiro.
Ao longo de 50 anos, o artista dedicou a vida profissional ao teatro, rádio, televisão e cinema — além de comandar obras como A Sucessora (1978), de Manoel Carlos, o ator e diretor participou de clássicos como O Bem Amado (1973), de Dias Gomes.
A informação do falecimento foi confirmada por Pedro Gracindo, filho do artista. A morte ocorreu por causas naturais.
O velório é aberto ao público e ocorre nesta quinta-feira (3), no Crematório e Cemitério da Penitência, a partir das 12h10. A cremação foi marcada para as 14h10.
Ele deixa 5 filhos, 7 netos e a esposa, Daisy Poli, com quem estava havia mais de 50 anos.
Epaminondas Xavier Gracindo nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de maio de 1943, filho de outro ator consagrado, Paulo Gracindo (1911-1995).
Embora tenha cursado Psicologia, nunca exerceu a profissão, optando por se dedicar integralmente à arte.
Em 1959, aos 15 anos, Gracindo Jr. fez um teste para trabalhar na Rádio Nacional, onde o pai já fazia sucesso como galã de radionovelas e apresentador de programas de auditório.
O filho foi aprovado e foi ator, redator e disc-jóquei na emissora.
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Em 1961, em paralelo às funções na rádio, estreou no teatro na peça A Escada, de Oswald de Andrade.
Em 1965, foi inaugurada a TV Globo. Em entrevista ao Memória Globo, o ator disse: “Eu entrei no início da TV Globo. Ela estreia em abril de 1965, em dezembro de 1964 eu já estava contratado”.
Gracindo Jr. integrou o 1º elenco da emissora e participou de várias novelas dessa fase inicial, como Rosinha do Sobrado (1965), Padre Tião (1966), A Rainha Louca (1967), A Próxima Atração (1970) e Os Ossos do Barão (1973) — quando contracenou com Paulo Gracindo.
Pai e filho voltaram a dividir o set em O Bem Amado (1973), de Dias Gomes, e em O Casarão (1976), de Lauro César Muniz, quando interpretaram as versões jovem e idosa de João Maciel, protagonista da trama — o 1º grande papel de Gracindo Jr.
Com o término de O Casarão, Gracindo Jr. passou uma temporada em Portugal. Em 1978, assumiu a supervisão do núcleo de novelas das 18h da Globo. A estreia na função foi na novela A Sucessora, de Manoel Carlos, onde acompanhou a montagem, a edição, a sonorização e o desempenho dos atores.
Em 1979, Gracindo Jr. deu prosseguimento à atividade atrás das câmeras dirigindo as novelas Memórias de Amor, de Wilson Aguiar Filho, e Marron-Glacé, de Cassiano Gabus Mendes.
Em 1980, atuou na peça Paulo Gracindo, Meu Pai, que escreveu para homenagear os 50 anos de carreira do patriarca.
Em 1982, participou como ator da novela Jogo da Vida, de Silvio de Abreu, e da minissérie Quem Ama Não Mata, de Euclydes Marinho.
No ano seguinte, integrou o elenco da minissérie Bandidos da Falange, de Aguinaldo Silva. Ainda em 1983, assumiu a direção de Os Trapalhões.
Na mesma década, foi um dos diretores e o apresentador dos primeiros clipes musicais produzidos e exibidos pelo Fantástico.
Em 1984, foi para TV Manchete, onde fez A Marquesa e Dona Beija, outro sucesso.
De volta à Globo, Gracindo Jr. participou da minissérie Tenda dos Milagres, de Aguinaldo Silva, e dirigiu alguns episódios do Sítio do Picapau Amarelo.
Em 1987, Gracindo Jr. foi Creonte, um dos vilões de Mandala, de Dias Gomes e Marcílio Moraes.
Em 1989, encarnou Ricardo Ribeiro, marido da professora Clotilde (Maitê Proença) e rival de Sassá Mutema (Lima Duarte) na novela O Salvador da Pátria.
Em 1990, se dividiu entre participações na minissérie A, E, I, O… Urca, de Doc Comparato e Antônio Calmon; e nas novelas Araponga, de Dias Gomes, Lauro César Muniz e Ferreira Gullar; Rainha da Sucata, escrita por Silvio de Abreu; e Gente Fina, de Luiz Carlos Fusco e Marilu Saldanha.
Gracindo Jr. também passou por Deus nos Acuda (1992), Explode Coração (1995) — quando foi ator e diretor —, Anjo de Mim (1996), Esplendor (2000) e Celebridade (2003).
A partir de 2006, atuou em novelas da Record, como Cidadão Brasileiro e Poder Paralelo (2009), e na minissérie Rei Davi (2012).
Gracindo Jr. participou de mais de 20 peças como ator, produtor ou diretor.







