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‘Entrei em depressão com a pandemia mas agora melhorei’, diz Monarco

Baluarte da Portela diz que live em sua homenagem, no próximo dia 31, lhe fará um bem enorme: 'Meu coração está em festa'

Por Cleo Guimarães Atualizado em 24 ago 2020, 21h16 - Publicado em 24 ago 2020, 19h35

Termo usado para designar alguém (ou alguma coisa) que tenha “conformidade geral de opiniões e pareceres”, unanimidade é uma palavra usada com frequência quando se fala de Monarco, o baluarte mais antigo da Portela. “Não tem uma única pessoa no mundo que não ame esse homem”, afirma Cecília Rabello, filha de Paulinho da Viola e diretora da live em homenagem ao compositor, que será transmitida na segunda (31), como parte da comemoração pelos seus 87 anos.

Autor de clássicos como Coração em Desalinho e Vai Vadiar, o poeta é a estrela do show e terá orbitando à sua volta – e prestando as merecidas reverências – nomes como Marisa Monte, Paulinho da Viola e Diogo Nogueira (todos portelenses), além de Criolo, Nelson Sargento, Maria Rita, Martinho da Vila, Teresa Cristina, Glória Pires e Orlando Moraes.

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Cecília conta que não houve uma única pessoa contatada que sequer titubeasse ao receber o convite para participar da live. Monarco foi a palavra-chave. “Bastava eu citar o nome dele para toparem na hora”, diz. “A Marisa (Monte), por exemplo, respondeu imediatamente: ‘Ele é uma causa nobre, conte comigo'”, lembra. Paulinho da Viola também não pensou duas vezes. “E olha que meu pai odeia vídeo! Mas como era o Monarco, ele só perguntou quando seria.”

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Maria Rita e Diogo Nogueira engrossam a lista dos que toparam se apresentar assim que Cecilia telefonou (ou mandou mensagem pelo WhatsApp). Não só toparam: ficaram honrados com o convite. “Fiquei extremamente lisonjeada”, disse a filha de Elis Regina, que vai interpretar Coração em Desalinho, um clássico no repertório de Hildemar Diniz – é este o nome que consta na certidão de nascimento do sambista.

Monarco está em quarentena desde março, quietinho em sua casa, no bairro do Riachuelo – e assim continuará. A live será transmitida com o homenageado isolado, assim como o elenco de primeiríssima grandeza que participará, por vídeo, da festa do samba. “Entrei em depressão, é muito triste ficar 150 dias sozinho em casa. Essa live é minha maior alegria em muito tempo”, diz o compositor. Ele conversou no final da tarde desta segunda (24), não sem antes fazer um pedido: que VEJA RIO lhe telefonasse somente depois da reprise de Êta Mundo Bom, no Vale a Pena Ver de Novo, da Globo. “Adoro uma novela, e essa eu não perco”.

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O repertório completo ainda está sendo definido por Mauro Diniz, filho do homem, cavaquinista e diretor musical da live, que terá a banda base reunida no Bar do Zeca, na Barra, acompanhando os convidados. A transmissão, a partir das 19h da próxima segunda (31) será feita pelas redes da Portela, pelo YouTube da produtora de conteúdo audiovisual Fita Amarela e pelo Joel no YouTube (o canal do ex-técnico de futebol Joel Santana).

Além de homenagear o baluarte, o show vai ajudar a Velha Guarda da Portela, que completa 50 anos em 2020: toda quantia arrecadada será destinada aos integrantes do grupo.

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